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sexta-feira, 3 de junho de 2011

PAIS CUIDEM DOS VOSSOS FILHOS II


No primeiro artigo eu disse que pai e mãe teriam que usar muito de atributos psicológicos para gestarem juntos os filhos, dando exemplos positivos no dia-a-dia compreendê-los e encaminhá-los para a vida. Nesta perspectiva muita coisa pode ser usada, mas tem uma que sempre que usada é infalível e tem um efeito tremendo sobre os filhos, esta ferramenta é a atenção dispensada a eles. Sem atenção é quase impossível que os filhos tenham sucesso na fase adulta, suas formações moral, ética e cultural terão problemas para sempre. A atenção fala de diálogo, de ouvir o que o filho tem a dizer, mas não só isso, fala também de exemplos práticos por parte dos pais naquilo que se prega como correto.
Pais que não vivem o que ensinam aos filhos não têm autoridade para pedi-lo que vivam seus ensinamentos. O natural é praticarem o que vêem os pais fazerem e não o que ouvem dos pais que devem fazer. Estes pais devem por amor aos seus filhos pararem de praticar o “façam o que eu digo e não o que eu faço”. Devem ler bons livros, jornais e revistas para que os filhos vejam que são “antenados” que estão “ligados” na sociedade moderna cheia de novos paradigmas. Pais que não dão bons exemplos, que não amam seus filhos, que não são presentes, os jogam direto nas mãos de pessoas inimigas da boa conduta e do bom comportamento. Pois estes darão toda a atenção que precisarão. Por isso, os pais não poderão exigir dos filhos o que eles mesmos não viveram, os exemplos falam mais alto que as palavras.
Pais e mães têm recorrido a profissionais como psicólogos, psiquiatras e educadores, na procura de respostas e conselhos sobre o que fazer com seus filhos quando esses costumam apresentar problemas como: comportamentos socialmente inadequados, dificuldades de relacionamento interpessoal, bem como problemas de adaptação escolar e aprendizagem. As maiores queixas ficam entre os comportamentos sociais inadequados e dificuldades de convivência familiar. Provavelmente estes problemas foram causados pelos próprios pais que se esqueceram de se preparar para tal sacerdócio.
Pais que mentem para se dar bem estão dando o exemplo para seus filhos, pais violentos, filhos violentos. Contudo, pais que dão bons exemplos aos seus filhos, trerão maior chance deles crescerem fazendo aquilo que é correto. Pais que amam terão filhos amorosos, pais que educam terão filhos educados e educadores, pais que se envolvem com o bem, com a caridade, com a fraternidade e com tudo que é exemplo positivo poderão ter filhos assim também
Percebe-se que a partir da década de 60 e da revolução sexual, tem-se o início de uma transformação nos costumes e valores válidos em nossa sociedade. Entre tantos outros conceitos questionados, os modos de educação mais repressores foram postos em cheque, e começou a se erguer a bandeira da educação mais liberada para prevenir os “traumas” que uma educação muito repressora poderia causar na vida emocional dos novos brasileiros. Com o desenvolvimento das pesquisas na área da psicologia e psicanálise, enfatizando a importância da influência do ambiente na formação de um indivíduo, a questão da educação dos filhos tem merecido um maior cuidado por parte de educadores, psicólogos e estudiosos de várias áreas. Muitas são as teorias novas que surgem sobre o que fazer e como proceder, tudo na tentativa de orientar os pais nessa difícil tarefa.
Se pelas gerações antigas a criança era tratada como um “mini-adulto”, sem direito a desejos e vontades, sem direito a quaisquer cuidados especiais em respeito à sua condição de criança, parece que as gerações mais jovens, talvez tenham pecado pelo excesso, no sentido inverso, passando a tratar a criança como um “rei no trono”. O certo é não haver nem um extremo nem outro, mas um equilíbrio entre liberdade, responsabilidade e obrigações. É ai que entram as personagens dos pais como alvos para seus filhos, não só falando como deve ser feito, mas acima de tudo mostrando como fazer e fazendo-se presentes em suas vidas.
Por fim, educar é também frustrar; é dizer não e contrariar a vontade do filho, quando necessário. Não há como escapar disso, sob pena de o próprio filho sofrer as consequências em sua saúde física e mental. Não há como ser bom pai ou boa mãe só esperando serem amados por seus filhos. É preciso, muitas vezes, suportar a frustração de ser odiado por seu filho num dado momento, para o próprio bem dele no futuro, ainda que isso, na maioria das vezes, custe muito caro aos corações dos pais e mães. Pois, "os pais de hoje não escutam seus filhos. Perderam completamente o respeito pelos mais jovens!" (Oscar Wilde).


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
http://www.palavradevidaemcristo.blogspot.com/
http://historiaeculturandc.blogspot.com/;
twitter @profnilton07
http://educabrasilculturaehistoria.blogspot.com/



quinta-feira, 19 de maio de 2011

 Projeto de Lei 122 e o pensamento cristão

Antes de mais, gostaria de deixar claro que não se trata de posicionamento homofóbico, nem de qualquer natureza discriminatória ou preconceituosa. O que na verdade, é tão somente um posicionamento de um ser humano pensante, que tem lado, critico e é criticado. Mas, acima de tudo respeita o direito, o pensamento, o lado, a escolha, a orientação, a religião e a cultura etc., de outros seres humanos que dividem o mesmo planeta, o mesmo supermercado, a mesma praça, o mesmo parque, restaurante, Universidade e outros lugares tantos.
Antes de fazer qualquer comentário, é importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar seres humanos, por ser o que são. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticarmos conduta como prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. O que é uma mentira, pois quando critico o político não seria nenhum tipo de “politicofobia” de minha parte, só estou dando minha opinião como cidadão livre, pensante e histórico. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa. Vamos entender o caso.
Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Isso é muito bom e maravilhoso, olhando pela ótica do que foi declarado até agora, ou seja, promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Contudo, a partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. O projeto torna crime à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.
Um absurdo. Não concordar com a prática homossexual não é discriminar ninguém, não se pode equipara orientação sexual e identidade de gênero com raça, cor, etnia, religião, procedência nacional etc. Onde ficam os direitos dos cidadãos demonstrados no Artigo 5º da Constituição Federal? O que se está tentando é apoiar, se alicerçar na questão de raça e religião para beneficiar a prática homossexual. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano. Logo nossos filhos serão assediados por pessoas desta orientação sexual, nas praças, parques, shoppings, cinemas etc., a terem relações amorosas com eles, pois a Lei permite, não é crime.
Quero dizer que como ser humano, cristão, teólogo, historiador, educador amo o ser humano de qualquer orientação sexual, mas acima de tudo amo a família do modelo bíblico, essa é minha escolha, não fui assim sempre, escolhi ser assim. Contudo a PL 122 impede que este modelo continue, pois, não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá, o professor, a médica etc., dos seus filhos são homossexuais, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por homossexuais, simplesmente porque discordam deste comportamento, poderão ir para a cadeia. A preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais estamos ficando sem direitos, mas podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais, lembram-se do Artigo 5º da Constituição Federal?
Por fim, a Bíblia se transformará num livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido pelo e o pensamento cristão nela contido, mas também, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não se quer aqui, impedir ou cercear ninguém que tenha escolhido a prática homossexual. Mas, não se pode haver lei que impeça as liberdades de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual e faz isso se agarrando na questão do racismo e da religião. O homossexual pode continuar na sua orientação, contudo o pensamento cristão vai sempre falar a verdade divina contida na Bíblia.


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
ndc30@hotmail.com; http://www.palavradevidaemcristo.blogspot.com/ http://historiaeculturandc.blogspot.com/ http://educabrasilculturaehistoria.blogspot.com/
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A VANTAGEM DO GOIÁS É JOGAR CONTRA O VILA NOVA?


A resposta mais sensata parece-me ser sim. Pois no retrospecto ao logo da história dos dois Clubes a vantagem do Clube esmeraldino é muito grande se não vejamos:
 Número de jogos: 196
 Vitórias do Goiás: 97
 Empates: 55
 Vitórias do Vila Nova: 44
 Gols do Goiás: 301
 Gols do Vila Nova: 194
 Maior goleada do Goiás: Goiás 6x1 Vila Nova em 8 de fevereiro de 2009
 Maior goleada do Vila Nova: Vila Nova 5x3 Goiás, 28/03/1999, Campeonato Goiano, Estádio Serra Dourada
 Jogo de 26/02/2011 Goiás 2X1 Vila Nova
 Último jogo: Goiás 1x0 Vila Nova em 24 de abril de 2011
No retrospecto entre Goiás x Vila Nova, a vantagem do Verdão é a maior entre rivais, no país inteiro, em nenhum outro estado um time tem uma vantagem tão grande sobre o outro como acontece no clássico goiano. O Verdão tem 97 vitórias em todos os confrontos contra 44 vitórias dos colorados, ou seja, mais do dobro de vitórias (fonte: Jornal Diário da Manhã de 24/04/2011).


EM FINAIS OU DECISÕES DIRETAS


Em finais o Verdão também leva boa vantagem, o Periquito tem nove conquistas, contra cinco dos colorados. Segue abaixo as decisões diretas entre Verdão e Tigrão.


1966 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1971 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1973 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1982 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1993 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1994 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1997 - Campeonato Goiano - Semifinal - Goiás Classificado
1998 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
2000 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
2000 - Copa Centro-Oeste - Final - Goiás Campeão
2001 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
2001 - Copa Centro-Oeste - Final - Goiás Campeão
2002 - Copa Centro-Oeste - Semifinal - Goiás Classificado
2005 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão


DECISÕES INDIRETAS


As equipes já disputaram quatro finais indiretas, finais onde havia mais time além dos dois disputando, nessas finais há igualmente, cada time venceu duas, o Vila Nova ganhou os Campeonatos Goianos de 1978 (hexagogonal) e 1980 (quadrangular), já o Verdão ganhou o Campeonato Goiano de 1999, que era disputado em Pontos Corridos, o Vila Nova foi o vice-campeão. Já no Campeonato Brasileiro da Série B de 1999, o Goiás foi Campeão no quadrangular final, onde o Vila também estava, inclusive o Verdão venceu os dois jogos contra os colorados. Como o torcedor esmeraldino pode comprovar, o Goiás Esporte Clube é o maior vencedor entre o dois Clubes nos confrontos diretos ou indiretos, infelizmente Vila Nova deixou que se criasse um tabu muito grande quase impossível de ser superado.
Por fim, parece-me que a vantagem do Goiás nesta semifinal do Goianão é a de jogar contra o Vila Nova, algo assim, transcendental, místico e mítico, ou seja, o Tigrão treme ante o Verdão. A deselegante declaração do maior dirigente da história do Goiás no último confronto entre as equipes em 24/04/2011 de que “o Vila não perde a vontade de perder para o Goiás” parece demonstrar algo psíquico enfrentado pelo Vila Nova. Seria complexo de inferioridade? Seria timidez, ante um adversário mais respeitado em nível nacional? Ou seria uma tentativa de Hailé Pinheiro dizer que o Goiás no momento é um time fraco e que nem assim o Vila consegue ganhar? No próximo domingo 01/05/2011 dia do trabalhador teremos a resposta para estas dúvidas, nos resta somente esperar um ótimo jogo onde a hegemonia esmeraldina será comprovada mais uma vez, ou aonde teremos a maximização do potencial colorado exorcizando todos os fantasmas de fracasso ante o Periquito da Macambira.


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
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sexta-feira, 4 de março de 2011

O dia Internacional da Mulher que quebra paradigmas


          No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, da cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência, que muitas mulheres ficaram feridas. Mas não foi só isso, elas foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano, covarde e intolerante, mas tudo isso contribuiu para chamar a atenção a opinião publica americana e mundial, para os direitos da mulher .
          Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o oito de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). A criação deste dia é uma tentativa de amenizar as injustiças cometidas contra as mulheres ao longo da história humana e em memória as vítimas do oito de março na fabrica de Nova Iorque.
          Ao ser instituída a data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
A mulher ao longo da história da humanidade sempre teve papel de desprezo e figurou em segundo plano nas sociedades antigas. Contudo, a mulher sempre se destacou como aquela que supera os paradigmas impostos sobre ela, pela cultura patriarcal e antropocêntrica. Essa herança de submissão e de coadjuvante na sociedade é justificada a partir do relato bíblico do mito criacionista cosmogônico, onde opiniões do mundo teológico dão conta da desobediência da mulher à ordem de Deus para que não comesse o fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal. Porém ela come e dá também ao marido.
         Deus após fazer o homem, percebeu que algo estava errado, ou seja, que não era bom que o homem ficasse sozinho, então Deus fez também a mulher, para ser sua companheira, para ser sua auxiliadora, para administrar o Éden do lado do homem, uma gestão compartilhada. Caberia ao homem o papel de provedor do lar cultivando o Jardim, de orientador de sua mulher, de defensor de sua companheira, de defendê-la dos ataques do maligno, haja vista, Deus ter passado as ordens ao homem do que fazer no Éden, o homem era responsável por sua companheira, repito ‘responsável por sua companheira’.
       Desde então, as sociedades do antigo oriente e as judaico-cristãs, vêm justificando, o porquê de a mulher figurar como personagem frágil e submissa ao homem. Como teólogo, reconheço a autoridade da palavra de Deus em relação ao papel da mulher na família, na igreja e na sociedade. Mas também, reconheço a omissão do homem (Adão), em não obedecer às recomendações divinas, deixando seu bem maior (Eva) à mercê do inimigo, observando tudo de longe, não tomando posição de defensor, nem de protetor ou de orientador de sua herança sagrada, que era sua amada esposa, mas deixou que ela fosse enganada, passada para trás pelo diabo, manchando sua honra.
        Hoje, em tempos de pós-modernidade a mulher ocidental tem conquistado a benção de ser atuante na sociedade, a mulher hoje pode ser sim chamada de companheira, antes não; ela era somente uma coadjuvante, uma comparação entre os dois sexos não concorreria de modo algum a favor daquele que é considerado forte, pois este se omitiu em sua proteção no Éden e depois a acusou de erro. Acredito que Deus ao longo dos anos tem quebrado a maldição do Éden laçada sobre a mulher, dando-lhe o direito de atuar ao lado do homem. Parabéns mulheres de Deus, vocês são bênçãos em nossas vidas, feliz dia Internacional da Mulher.


       Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião. 
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pós-graduação stricto sensu no Brasil é excludente e elitista

         Segundo Ghiraldelli Junior (2006) o Brasil foi colônia de Portugal entre 1500 e 1822. A educação escolar nesse período, ou seja, a educação regular e mais ou menos institucional de tal época, teve três fases: a do predomínio dos jesuítas; a das reformas do Marquês de Pombal, a partir da expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal em 1759; e o período em que D. João VI então rei de Portugal, trouxe a Corte para o Brasil (1808-1821). A educação brasileira teve seu início propriamente dito com o fim do regime de capitanias. O Brasil ficou sob o regime de capitanias hereditárias entre 1532 e 1549. Tal regime terminou quando D. João III criou o Governo Geral, sendo o primeiro governador Tomé de Souza, o Padre Manoel da Nóbrega e dois outros jesuítas os primeiros professores (VIEIRA, 2003).
         Ferreira Jr. e Bittar (2005) afirmam que no mesmo ritmo em que Brasil e Portugal, no período do antigo sistema colonial, inseriam-se de forma subordinada e dependente na lógica capitalista mundial, criada pela burguesia mercantil européia, os jesuítas alteraram os seus objetivos educacionais no Brasil Colônia. Nesse contexto, os nativos (chamados de Índios, por equivoco), foram deixados de lado pela missão educacional da Companhia de Jesus, que os substituíram pelos filhos dos grandes proprietários agrários. A ação pedagógica jesuítica, na prática, ficou reduzida a formação de um minúsculo estrato social de letrados que, através do domínio do saber erudito e técnico europeu de então, orienta as atividades mais complexas e opera como centro difusor de conhecimentos, crenças e valores (VIEIRA, 2003).
         Os jesuítas começavam a instaurar aquilo que seria a principal marca de nossa educação ao longo da história: o elitismo e a exclusão. Esse direcionamento elitista e excludente não foi suficiente para que os jesuítas inaugurassem o ensino superior na Colônia, pois conforme Sguissardi (2004) a “idéia de universidade no Brasil Colônia” foi negada pela Coroa aos Jesuítas. Contudo, o trabalho dos jesuítas teve duas fases distintas, conforme Vieira (2003, p. 35),
“[...] a primeira foi o plano de estudos concebido por Manoel da Nóbrega, em ensinar as primeiras letras, a alfabetização. Junto a isso a catequese, a música e a indicação profissional. A segunda fase se inspirou nos princípios da Ratio Studiorum, que foi o ensino de humanidades, filosofia e teologia”.
         Porém, ao que tudo indica o projeto de Nóbrega esbarra em resistências no seio da própria ordem religiosa. Para Portugal, o banimento da Companhia de Jesus da Colônia, ocorrido em 1759, significou não somente uma nova etapa para a educação mais antes de tudo sua sobrevivência política e econômica.
         As primeiras experiências de ensino superior no Brasil só ocorreriam 308 anos depois da chegada dos colonizadores, conforme Morosini (2005) a criação de cursos superiores no país ocorreu somente com a vinda da família real portuguesa, em 1808. Estes se caracterizavam por duas tendências marcantes: cursos isolados – não universitário – e uma preocupação basicamente profissionalizante. Fortemente influenciando pelo modelo francês, o ensino superior brasileiro não superou a orientação clássica, nele prevalecendo à desvinculação entre teoria e prática. Os principais cursos eram voltados ao ensino médico, de engenharia, de direito, de agricultura e de artes, onde levianamente D. João VI doava o título de doutor a quem não fosse estudar na Europa, erro ratificado por Dona Maria ‘a louca’ e Dom Pedro I. Tudo isso para fortalecer as classes dominantes da época, enquanto as classes dominadas restavam o campo, as minas e a pecuária.
Em um salto olímpico iremos para os dias atuais, aonde de certa forma o ensino superior no Brasil democratizou-se sobremaneira nos últimos dez anos, todavia valorizando os interesses das classes dominantes, em detrimento das classes dominadas.
         Os cursos mais lucrativos para o mercado foram os que mais cresceram e tiveram investimentos. Cursos de menor apelo popular estão quase fechados, na verdade em muitas Instituições eles já fecharam, por não haver demanda de alunos nem financiamentos do Estado brasileiro.
         Por fim, as pós-graduações stricto sensu que compreendem mestrado e doutorado ficam cada dia mais exclusivas àqueles que detêm o poder financeiro e de influência, isso mesmo influência. Explico: aqueles que podem pagar caro por um mestrado ou doutorado conseguem entrar nas Instituições privadas e se manterem, muitos até esbanjam desistindo do curso afirmando que não era aquilo que ele queria e acaba migrando para outro curso, isso porque podem gastar. Quem não pode pagar lhes restam as Instituições publicas e aqui, mesmo que você faça um senhor pré-projeto de pesquisa, passe na prova de proficiência de idioma estrangeiro, as ‘máfias da influência’ que compõem as bancas examinadoras na hora da entrevista prioriza o aluno egresso, mesmo que este tenha ficado mais mal classificado que o candidato novato. Por isso, afirmo que pós-graduação stricto sensu no Brasil é excludente e elitista. Elitista porque faz quem pode pagar, excludente porque exclui quem não pode pagar e quem é egresso daquela Instituição publica e isso ninguém é capaz de desmentir.

         Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião. ndc30@hotmail.com;
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Referências bibliográficas

FERREIRA Jr., A.; BITTAR, M. O marxismo como referencial teórico nas dissertações de mestrado em educação da UFSCAR (1976-1993). Cadernos CEMARX, Campinas – SP, 2005.
GHIRALDELLI JR., Paulo. "História da educação brasileira". São Paulo: Cortez, 2006.
MOROSINI, M. C. Universidade e Política Nacional de Ciência e Tecnologia Pós 70. Porto Alegre: UFRGS, 2005.
SGUISSARDI, Valdemar. Rumo à universidade mundial: e a universidade será feita a sua imagem e semelhança. Coleção Subsídios para a discussão sobre as políticas e a gestão da Universidade/Educação Superior. Tema 8: Internacionalização da educação superior: globalização de um modelo. Brasília: INEP/MEC, 2004.
VIEIRA, Sofia Lerche. Políticas educacionais no Brasil: introdução histórica. Brasília: Plano Editora, 2003.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Enad pode até fechar uma IES
Para conhecer o desempenho das Instituições de Ensino Superior (IES) do país, o Ministério da Educação (MEC), recorre ao Índice Geral de Cursos (IGC). O instrumento é construído com base numa média ponderada das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição. Assim, sintetiza num único indicador a qualidade de todos os cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma instituição de ensino. O IGC é divulgado anualmente pelo Inep/MEC, imediatamente após a divulgação dos resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O Índice Geral de Cursos das Instituições de Ensino Superior (IGC), no que se refere à graduação, utiliza-se do CPC (conceito preliminar de curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. Onde o Sistema de Avaliação de Pós-graduação implantado pela Capes em 1976 vem desde então cumprindo papel de fundamental importância para o desenvolvimento da pós-graduação e da pesquisa científica e tecnológica no Brasil. O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).
O CPC se forma a partir de diferentes medidas da qualidade de um curso, aparecendo então a média. As medidas utilizadas são: o Conceito Enade, que mede o desempenho dos concluintes e dos ingressantes de um curso de graduação, o Indicador de Diferença de Desempenho (Conceito IDD) e as variáveis de insumo. Os dados das variáveis de insumo consideram corpo docente, infraestrutura e programas pedagógicos que são formados com informações do Censo da Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade.
A forma do cálculo do CPC tem implicações sobre a representatividade do IGC. Para um curso ter CPC é necessário que ele tenha participado do Enade com alunos ingressantes e alunos concluintes. Portanto, o IGC é representativo dos cursos que participaram das avaliações do Enade, com os respectivos discentes. Como cada área do conhecimento é avaliada de três em três no Enade, o IGC levará em conta sempre um triênio. Assim, o IGC 2007 considerou os CPC’s dos cursos de graduação que fizeram o Enade em 2007, 2006 e 2005; o IGC 2008 considerou os CPC’s dos cursos que participaram do Enade em 2008, 2007 e 2006; e assim, sucessivamente. A medida de qualidade da graduação que compõe o IGC é igual à média dos CPC’s para o triênio de interesse. No caso das IES de Goiás (Instituições de Ensino Superior do Estado de Goiás), o IGC é igual à média dos CPC’s para o triênio de 2010, 2009 e 2008.
A Avaliação dos Programas de Pós-graduação, realizada pela Capes, compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Os resultados desse processo, expressos pela atribuição de uma nota na escala de 1 a 7 fundamentam a deliberação CNE/MEC sobre quais cursos obterão a renovação de reconhecimento, a vigorar no triênio subseqüente. A medida de qualidade da pós-graduação que compõe o IGC é uma conversão das notas fixadas pela Capes.
Portanto, quando o aluno e a IES, não levam a sério o ENAD e os dados das variáveis de insumo o risco de perda de autonomia e de fechamento é iminente. Por exemplo, o Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Unidesc), perdeu sua autonomia administrativa e não poderá expandir vagas ou abrir novos cursos sem autorização do MEC, por ter avaliação insatisfatória na média do IGC. Quando isso acontece, a IES deverá propor um modelo avaliativo referenciado pelos indicadores de qualidade que tomam como eixos norteadores o ensino, a pesquisa, a extensão e as variáveis de insumos, mas também, a relevância acadêmica, e a relevância social. Os resultados obtidos apontarão que o modelo avaliativo do MEC, pode levar uma IES a sair de uma posição pragmática e informal para um planejamento integrado e responsivo dentro do novo paradigma de ensino superior imposto pela realidade atual.
O aluno não pode simplesmente boicotar o ENAD, muitos comparecem ao exame assinam o ponto e não respondem as questões (falta propaganda por parte das IES sobre a importância do exame). Fazendo assim, prejudica a si mesmo, ao curso e às IES. As IES precisam investir em educação, pesquisa, extensão e em estrutura que são primários para a boa formação. A formação continuada precisa ser praticada, especialistas, mestres e doutores devem ser formados todos os dias pelas próprias IES, com subsídios dos governos federal, estadual e municipal. Pois, Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo (Paulo Freire).
Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/;http://twitter.com/#!/profnilton07

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Thiago Peixoto na SEDUC é uma conquista dos educadores

Thiago Peixoto deputado federal eleito pelo PMDB com 90.719 votos (3,14%) foi convidado pelo governador eleito Marconi Perillo (PSDB) para assumir a Secretaria da Educação do Estado de Goiás (SEDUC), o deputado aceitou o desafio de mudar a educação pública goiana. “Se eu não aceitasse o convite eu estaria me acovardando, pois acredito que posso transformar a Educação que temos na que precisamos”, afirmou.
Para assumir o cargo, Thiago deixou seu projeto político e questões político-eleitorais em segundo plano. “Em Goiás, sou coordenador do movimento Todos Pela Educação, que defende a união em prol da questão educacional. Penso que é isso que todos devem entender: enfrentar todos os riscos em nome de um ideal” argumentou Thiago Peixoto em entrevista a veículos de comunicação da capital.
Em entrevista ao editor de Política & Justiça do jornal Diário da Manhã, Alexandre Bittencourt, o novo secretário da Educação cobra respeito de seu partido às suas posições e afirma que Iris não é dono da legenda. O deputado federal eleito lembra ainda, que os caciques se aproximaram de antigos rivais, como PT e PP, e nunca foram punidos. Além disso, ele alerta para risco da sigla desidratar caso não dispute as prefeituras de Goiânia e Anápolis. Contudo, vê-se nesta atitude do Governador Marconi Perillo de convidar Thiago Peixoto para a Secretaria da Educação um ato de grandeza e imparcialidade quando o assunto é governar bem. Pois, convidá-lo foi uma surpresa para todos os goianos, todavia uma surpresa agradável. O Governador não olhou partido ou rivalidades ele enxergou a competência e a paixão de Thiago Peixoto pela educação.
Como leitor que sou sempre apreciei os artigos do jovem deputado e as suas falas em programas de rádio da capital, suas palavras e ideias tinham como cerne a valorização do educador e da educação em si. Por isso, penso que sua ida para a SEDUC, é uma conquista principalmente dos educadores. Pois, Thiago Peixoto como economista (já atuou como docente), autor de vários artigos sobre educação e do livro Educação o Desafio de Mudar, mora aqui a esperança de que algo possa ser feito em Goiás para a valorização da prática docente.
Não só isso, mas também, a reestruturação da escola goiana, com planos políticos pedagógicos que incluam temas modernos, horizontais, verticais e transversais. Uma escola inclusiva, transformadora, capaz, autônoma, que pense em desenvolvimento sustentável, valorizada e segura, uma escola que prepara o discente para a vida, para a cidadania e não só para o mercado. Uma escola que respeite a comunidade escolar e sua diversidade. Uma escola que desfalque a pedofilia, o tráfico de drogas, a ociosidade, a marginalidade, a intolerância, o preconceito e os homicídios que ceifaram tantas vidas, muitas delas provavelmente não tiveram oportunidades de inclusão social.
Como declarou nosso jovem secretario estadual de educação em um de seus recentes artigos: “Dividimos a esperança que, com uma grande reforma educacional, Goiás viverá dias melhores pela frente”, parabéns Thiago Peixoto pela coragem e determinação de ser nosso secretário de educação. Parabéns Governador Marconi Perillo pela coragem e espírito democrático não olhando sigla para lhe ajudar ter um grande governo e uma excelente administração neste novo desafio.
"Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem." (Peter Drucker)
Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://twitter.com/#!/profnilton07

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


O professor, sua saúde e sua atividade profissional


As relações entre o trabalho docente, as reais condições sob as quais ele se desenvolve e o possível adoecimento físico e mental dos professores constituem um desafio, para Instituições de Ensino e Estado Brasileiro, e uma necessidade para toda a comunidade escolar entender o processo saúde-doença destes trabalhadores. Averiguando o contexto das políticas que visam à educação para todos, chegou-se à hipótese da defasagem das condições de trabalho em face das metas traçadas e efetivamente alcançadas, as quais acabam gerando sobrecarga nos docentes na realização de suas tarefas, pois devido maus salários precisam trabalhar em mais de um emprego (MEC/INEP, 2004).
A Organização Internacional do Trabalho definiu as condições de trabalho para os professores ao reconhecer o lugar central que estes ocupam na sociedade, uma vez que são os responsáveis pelo preparo do cidadão para a vida. Tais condições buscam basicamente atingir a meta de um ensino eficaz. As transformações sociais, as reformas educacionais e os modelos pedagógicos derivados das condições de trabalho dos professores provocaram mudanças na profissão docente, estimulando a formulação de políticas por parte do Estado (OIT, 1984). Até os anos de 1960, a maior parte dos professores gozava de uma relativa segurança material, de emprego estável e de certo prestígio social. Já a partir dos anos de 1970, a expansão das demandas da população por proteção social provocou o crescimento do funcionalismo e dos serviços públicos gratuitos, entre eles a educação.
Não se pode aqui, esquecer o papel do capitalismo e do liberalismo a partir do início do século XX, mas também do neoliberalismo de nossos dias, na defasagem salarial da atividade docente. Conforme, Antunes (2006), uma múltipla processualidade no mundo do trabalho pode ser percebida: a primeira é a desproletarzação do trabalho industrial fabril, o que significa diminuição da classe operária e migração destes trabalhadores para outras atividades como a docência, por exemplo, a segunda é a incorporação do contingente feminino no mundo do trabalho, aonde se vivencia uma subproletarização intensificada, presente na expansão do trabalho parcial, temporário, precário, subcontratado, “terceirizado”, que marca a sociedade dual no capitalismo avançado, o que joga o professor às margens do mundo do trabalho. Em contraste com profissões que se mantêm com status da nobreza medieval como a Magistratura, por exemplo.
O magistrado, segundo Maltez (1991/92), vem do latim magistratus, derivado de magister “chefe, superintendente” designava, em tempos passados, um funcionário público investido de autoridade. Desta forma um Presidente da República, por exemplo, receberia o epíteto de primeiro magistrado. A palavra latina magistratus tanto significa o cargo de governar (magistratura) como pessoa que governa (magistrado). Na terminologia romana "magistrado" compreende todos os detentores de cargos políticos de consulado para baixo. Inicialmente, os magistrados são os verdadeiros detentores do imperium, que anteriormente tinham os reis. O imperium é um poder absoluto, um poder de soberania; os cidadãos não podem opor-se ao imperium. O magistrado exercia sua autoridade nos limites de uma determinada atribuição, com poderes decorrentes de sua função, como os Juízes, os prefeitos, os governadores e presidentes. Na Antiguidade havia diversos tipos de magistrados, como os cônsules, os pretores, os censores, considerados magistrados maiores, e os edis e questores, os magistrados menores.
Na atualidade a palavra magistrado normalmente remete ao exercício do poder judiciário. No Brasil, os magistrados são tão somente os juízes, membros do Poder Judiciário, apesar de ambas as categorias, magistrados e membros do Ministério Público, gozarem das garantias constitucionais de vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos (subsídios). Uma herança das inúmeras injustiças dos tempos medievais europeus e colonial/imperial brasileiro, haja vista, os Magistrados não terem em sua maioria, feito Mestrado ou Doutorado, no máximo são Especialistas. Trabalham bem menos horas por dia, que um professor, tem mais recessos, benefícios e férias que o docente, que na maioria dos casos são mais qualificados e quando são doutores são de fato e de direito e não por tradição. Não se faz aqui nenhuma calunia ou difamação a tão nobre profissão ou profissionais, somente se compara como este (o Magistrado) estuda e trabalha menos e é tão valorizado, e aquele (o docente) estuda tanto e trabalha tanto, e é tão pouco valorizado.
Contudo, o papel do professor extrapolou a mediação do processo de conhecimento do aluno, o que era comumente esperado. Ampliou-se a missão do profissional para além da sala de aula, a fim de garantir uma articulação entre a escola e a comunidade. O professor, além de ensinar, deve participar da gestão e do planejamento escolares, o que significa uma dedicação mais ampla, a qual se estende às famílias e à comunidade. Embora o sucesso da educação dependa do perfil do professor, a administração escolar não fornece os meios pedagógicos necessários à realização das tarefas, cada vez mais complexas (SOUZA 2003). Os professores são compelidos a buscar, então, por seus próprios meios, formas de requalificação que se traduzem em aumento não reconhecido e não remunerado da jornada de trabalho. Por isso, adoece, pois a condição de estresse é de alto desgaste, nesse nível, o professor perde a possibilidade de criar e intervir no trabalho. Ele tem muitas tarefas para desempenhar e não consegue criar soluções para os problemas que aparecem (TEIXEIRA, 2001).
A escola, como instituição que desempenha papel social e, ao mesmo tempo, se constitui em local de trabalho, é caracterizada por uma complexidade de múltiplas relações. Para investigá-la, faz-se necessária a adoção de um enfoque teórico-metodológico que possibilite a análise de suas dimensões objetivas em profundidade e extensão, ao mesmo tempo em que permita a apreensão e a interpretação das percepções dos sujeitos que nela atuam, acerca do problema que se deseja conhecer. A abordagem qualitativa responde a essas condições, uma vez que se preocupa com o universo dos significados, das ações e das relações humanas, e reconhece os sujeitos envolvidos na investigação, como capazes de elaborar conhecimentos e produzir práticas para intervir nos problemas do trabalho docente e as possíveis doenças adquiridas pela atividade profissional. O docente desempenha papel fundamental, porém se concebe aqui o conhecimento como uma obra coletiva em que todos os envolvidos, Escola, Universidade e Estado, podem identificar criticamente seus problemas e suas necessidades, encontrar alternativas e propor estratégias adequadas de ação para que o trabalho docente não seja sinônimo de doenças (CHIZZOTTI, 1998).
Por fim, os professores questionam as mudanças que se vem operando nas escolas, o que se apresenta por meio de uma crise de confiança no sentido e na qualidade da educação e nas repercussões sobre o seu trabalho. A intensificação do trabalho torna-se cada vez maior, mas as condições de trabalho, a estrutura encontrada na escola e a valorização de seus salários alteram-se pouco, deixando os professores mais expostos a críticas e, ao mesmo tempo, responsabilizando-os individualmente pelos males que atingem a escola e a má atuação do discente em face aos exames nacionais de desempenho escolar e do estudante. Por isso, docentes de todos os níveis devem se unir para forçar Instituições de Ensino e Estado, na busca da valorização da profissão e do profissional, da melhora da estrutura do espaço em que trabalham e na formulação de plano de carreira que exija qualidade e quantidade, mas também toda a assistência médico-hospitalar que for necessária. O professor precisa deixar a “Idade Média” no sentido de direitos e valores, não é justo ser tratado como camponeses; classe que não tinha o direito de movimento, de ascensão, haja vista, a sociedade ser organizada por estamentos, que é caracterizada pela pouca mobilidade social, o que parece ser este o desejo das classes que dominam que o professor seja marginal.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ANTUNES, RICARDO. Adeus ao trabalho?: Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11. ed. São Paulo: Cotez; Campinas, SP: UNICAMP, 2006.
CHIZZOTTI, A. Pesquisas em ciências humanas e sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
MALTEZ, José Adelino, Princípios Gerais de Direito — Uma Perspectiva Politológica. Tomo I — O Ambiente do Direito, ed. AEISCSP, Lisboa, 1991/1992.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. O déficit de professores no país O déficit de professores no país. Disponível em: portaldoprofessor.inep.gov.br/ estatisticas.jsp
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. A condição dos professores A condição dos professores: recomendação Internacional de 1966, um instrumento para a melhoria da condição dos professores. Genebra: OIT/ Unesco, 1984.
SOUZA, K. R. Trajetória do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) na luta pela saúde no trabalho. 2003. Disponível em, http://www.scielosp.org/pdf/csc/v8n4/a27v8n4.pdf. Acesso em 10/12/2010.
TEIXEIRA, L. H. G. Políticas públicas de educação e mudança nas escolas: um estudo da cultura escolar. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, M. R. T. (Orgs.) Política e trabalho na escola: administração dos sistemas de educação básica. 2.ed., Vozes, Rio de Janeiro, 2001.

Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://twitter.com/#!/profnilton07

terça-feira, 23 de novembro de 2010


O bullying começa em casa

O objeto deste artigo é esclarecer pais, professores e alunos que o bullying é mais comum do que o que parece, pois o mesmo começa dentro dos próprios lares. Mas a situação não é para perplexidade como parece. O que precisa ser feito por parte de pais, alunos e educadores é reconhecer que isso é real e que todos os dias no ceio familiar acontece uma forma ou outra de bullying. As soluções são simples, práticas e de fácil execução por parte de todos é só ter boa vontade de mudar essa realidade começando pelo lar.
Não se pretende dizer aqui que combater o bullying é simples, mas acreditar sinceramente que, se poderá orientar à criança, os pais e os educadores controlarem e lidar com os autores do bullying de maneira eficaz, sim, é o que se crer. Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica com repetição e intenção de ofender, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. Todavia, a discriminação, o preconceito, a intolerância e a homofobia, também são mecanismos diretos e indiretos do bullying.
No lar ele começa quando os pais colocam apelidos nos filhos, chamando-os de ‘rolha de poço’, ‘ceguinho’, ‘tartaruga’, ‘molenga’, ‘medroso’, ‘pangaré’, ‘mocinha’, ‘cabelo de mola’ e outros apelidos semelhantes. Os pais inconscientemente grafam nas mentes de seus filhos todas essas aberrações que eles reproduzirão em público e, o local mais propício é a escola. Na escola, professores e seus pares praticam a mesma coisa quando chamam seus alunos por apelidos também. Há casos que testemunhei de professores, porteiros, merendeiras, coordenadores etc., chamarem alunos de ‘passa fome’, ‘mulherzinha’, ‘homenzinho’, ‘chegou o senhor atrasado’, ‘maluquinho’, ‘quatro olhos’, ‘gaucho’, etc., então a conclusão que se chega é que nós mesmos enquanto sociedade que vive em família somos os causadores e criadores do bullying, só não reconhece isso quem não quiser.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade. As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
Quem pratica as agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, membros de famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus componentes tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda. Por isso, conclui-se que é sim um problema que começa no lar e toma a sociedade. No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.


Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Características da educação no Brasil

As ideias que sustentaram a criação dos sistemas nacionais de ensino em quase todo o mundo chegaram ao Brasil de forma assistemática, desorganizado. Mesmo porque não havia uma configuração das forças políticas e sociais, no que tange à educação como um elemento importante para o País. A verdade é que não havia condições sociais e pedagógicas que estimulassem o desenvolvimento da nova forma de entender a escolarização. De um lado, havia uma preocupação com a formação cívica, nacionalista, e, de outro, um regime republicano que não empreendia esforços para enfrentar o problema educacional.
Desde então a problemática na educação vem sendo discutida e debatida, sem se chegar nunca a lugar nenhum. A causa do insucesso do aluno, que está na forma como a escola ensina e não na criança é um exemplo clássico deste legado maldito das primeiras políticas educacionais do Brasil. Várias justificativas para o fato de as crianças não se adaptarem à escola e abandonarem os estudos são publicadas todos os dias, contudo um panorama histórico de como foi à gênese de nossa educação cai no esquecimento ficando cada vez mais difícil entender o porquê de tantos problemas em nosso sistema educacional.
Muitos acreditam que isso acontece devido a carências afetivas, físicas, cognitivas dos alunos ou por eles virem de lares desfeitos, pais desinteressados, etc. O fracasso nos estudos, na maioria das crianças provenientes de meios culturalmente distintos daqueles valorizados pelo ambiente escolar, é decorrência da própria escola e não da vida pessoal do aluno, como diria Antônio da Costa Neto “[...] é preciso levar o educador a perceber o seu real papel em relação às pessoas, à escola, à sociedade, despertando, então, a sua capacidade de crítica interna. Compreender os fins ideológicos, não confessos e impostos por certa razão pedagógica interagindo em suas próprias fragilidades, superando a sua percepção até certo ponto ingênua”. Ou seja, a escola e também o professor precisam acolher o aluno e sua realidade sócio-cultural e não ficar engessados a uma liturgia pedagógica, como se fosse uma ação mágica onde todos aprenderão de igual modo, porque o educador democrático não pode negar-se o dever de, na prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua submissão.
Hoje em dia, há uma forte consciência de que a educação formal que uma criança recebe é mais que um benefício para ela e sua família, é fator indispensável para o desenvolvimento e a qualidade de vida do próprio país. Mas não é com palavras que se muda uma política educacional já desgastada é com ações. A causa do insucesso do aluno está na forma como a escola ensina e não na criança. Dados mostram que de cada cem crianças matriculadas no primeiro ano da educação fundamental somente cinquenta por cento chegam ao nono ano. Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequenta diariamente a escola. São mais de 2,7 milhões de professores e 59 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.
Por fim, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor. Por isso, a necessidade de políticas modernas, professores preparados e vocacionados, pois muitos que estão em sala deveriam estar em outro lugar, como diria Carlos Drummond de Andrade “Deus que livre você de um professor incompetente. [...] Deus que livre você de ficar passivo, ouvindo e repetindo. [...] Deus que livre você de decorar sem entender. [...] Deus que livre você de uma escola em que tenha que copiar pontos.”

Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fui vítima de abuso e preconceito religioso e político-partidário


Fui vítima de abuso e preconceito religioso e político-partidário
É triste, muito triste que em pleno século XXI, qualquer um de nós seja vítima de qualquer espécie de preconceito ou intolerância, quer seja racial, política, sexual ou religiosa, em fim, discriminação por qualquer que seja sua consciência, orientação, preferência etc., desde o século XV, as conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo e também, a cultura na Europa, este rico contato trouxe ao ocidente várias diversidades culturais que associados aos valores greco-romanos que afloravam no velho continente naquele momento, vêm desde então dando aos dias atuais a sensação de liberdade e ao mesmo tempo, a sensação de que ainda estamos na Idade Média.
Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas, devido o advento do capitalismo associado ao protestantismo, é bom lembrar que a religião sempre esteve intimamente ligada aos sistemas econômicos e aos modos de produção ao longo da história da humanidade. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, atores, filósofos etc. e isso vêm desde então sendo praticado. Hoje, tanto Estado quando iniciativas privadas investem em cultura, política, esporte, arte e religião.
Os governantes europeus a partir do século XV e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas (governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam algo muito comum hoje em dia, com certos setores da imprensa brasileira. Neste período, eram muito comuns as famílias nobres, encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas. Essa era uma maneira peculiar de manipular, comprar e tornar cativa a vontade do artista.
Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento cultural.
Para quem não sabe; nós somos frutos deste renascimento, por isso diria “sejam bem vindos à civilização greco-romana.” Mas uma pergunta é preciso: Onde está o nosso renascimento cultural se ainda não somos capazes de conviver com a diferença e com o diferente? É o que quero falar a partir de agora. O preconceito é uma idéia ou uma opinião negativa sobre um grupo de pessoas ou sobre determinado assunto, formada de modo precipitado, sem conhecimento profundo e reflexão necessária.
O preconceito leva à discriminação, à exclusão e à violência. A discriminação é o tratamento desigual às pessoas com direitos iguais, negando a elas as mesmas oportunidades. Uma discriminação pode ser sofrida por minorias étnicas, religiosas, grupos de tradições nacionais e culturais, ideologias políticas etc. a discriminação pode ser também, dirigida a idosos, mulheres, pessoas pobres, deficientes e de diferentes orientações sexuais. O pensamento preconceituoso e as atitudes de discriminação revelam e acentuam as desigualdades entre as pessoas. E, por isso, combater o preconceito e a discriminação é ajudar a construir uma sociedade democrática e igualitária, em que a felicidade coletiva seja uma realidade possível. A Constituição Federal, a lei máxima em nosso país, afirma que todos nós somos iguais perante a lei, não sendo admitidos preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação.
Também existem princípios éticos para prevenir a discriminação. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) dispõe que “toda pessoa tem todos os direitos e liberdades (...), sem distinção alguma de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de qualquer outra índole, origem nacional ou social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição.” Com certeza, os religiosos que tentaram exorcizar-me por ser evangélico; marxista-heterodoxo e declarar minha preferência política em um almoço familiar dia 12/10/2010 nunca leram tais verdades. Por isso, onde está nosso renascimento cultural?

Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

 ENADE 2010

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências. Desde, sua implantação pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004: Criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior; Portaria nº 2.051, de 9 de julho de 2004 (Regulamentação do Sinaes) e Portaria nº 107, de 22 de julho de 2004 (Regulamentação do Enade), percebeu-se que houve grande avanço na qualidade da educação superior no Brasil, mas não só por parte dos discentes, mas principalmente, essa melhora aconteceu com o docente, que investe muito a partir de então em educação continuada (especialização, mestrado e doutorado).
          Todavia, o Enade é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, sendo inscrita no histórico escolar do estudante somente a sua situação regular com relação a essa obrigação. O objeto do Enade é avaliar o desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares dos cursos de graduação, o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao aprofundamento da formação geral e profissional, e o nível de atualização dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial, integrando o Sinaes, juntamente com a avaliação institucional e a avaliação dos cursos de graduação.
          O cronograma do Enade 2010 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) sofreu alteração para ajustar-se às datas do ENEM 2010 (Exame Nacional de Ensino Médio). As provas, inicialmente agendadas para o dia 7 de novembro, passarão a ser aplicadas no dia 21 do mesmo mês, a partir das 13h. As modificações foram publicadas no Diário Oficial da União, em 3 de maio.
Nesta edição, o exame avaliará cerca de mais de 450 mil estudantes de 4,5 mil cursos. Serão avaliados os alunos dos cursos superiores conforme a Portaria Normativa nº. 5, de 22 de fevereiro de 2010, pelo Enade 2010, os cursos que conferem diploma de bacharel das áreas de Agronomia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudilogia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia; e os cursos que conferem diploma de tecnólogo em Agroindústria, Agronegócios, Gestão Hospitalar, Gestão Ambiental e Radiologia. Os dirigentes das IES são responsáveis pela inscrição de todos os estudantes habilitados ao ENADE 2010, no período de 02 a 31 de agosto de 2010, por meio do endereço eletrônico http://enade.inep.gov.br, segundo as orientações técnicas do INEP. Conforme disposto no art. 5º, § 7º da Lei nº. 10.861/2004, a não-inscrição de alunos habilitados para participação no ENADE, nos prazos estipulados nesta Portaria Normativa, poderá ensejar a suspensão temporária da abertura pela IES de processo seletivo para os cursos referidos no artigo 1º desta Portaria Normativa.
          É de responsabilidade dos dirigentes das IES divulgar amplamente, junto ao seu corpo discente, a lista dos estudantes habilitados ao ENADE 2010, antes do envio do cadastro dos estudantes ao INEP. O INEP divulgará, até o dia 20 de setembro de 2010, a lista dos estudantes que participarão no ENADE 2010, e até o dia 22 de outubro de 2010, os respectivos locais onde serão aplicadas as provas.
Por fim, o Enade contempla estudantes ingressantes que até o dia 2 de agosto tiverem concluído entre 7% e 22% da carga horária mínima do curso superior e os concluintes que tenham cursado pelo menos 80% da carga horária da graduação com previsão de formação no ano letivo de 2010. Para os cursos superiores de tecnologia, serão considerados ingressantes aqueles que tiverem concluído entre 7% e 25% da carga horária mínima do currículo. Os concluintes deverão ter cursado pelo menos 75% do programa. Estão dispensados da avaliação os estudantes que tiverem colado grau até o dia 31 de agosto de 2010 e aqueles que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil na data de realização do exame em instituição conveniada com a instituição de origem do estudante.

          Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC) e mestrando em Ciências da Religião. 
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A história na arquitetura da cidade de Goiás


A cidade de Goiás fica a 140 km da capital, com acesso pela GO-070. Saem ônibus regularmente de Goiânia podendo o turista usar esse transporte se assim quiser. A cidade de Goiás, ou “Goiás Velho”, como também é chamada por alguns, guarda um patrimônio arquitetônico e cultural dos mais ricos do país, podendo a partir de sua visitação e de breves relatos informar sobre sua rica história e sobre a história de nosso glorioso Estado. Tanto que, em 2001, o centro histórico foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Suas ruas tranquilas mantêm o calçamento original de pedras e os prédios históricos do século XVIII mostram uma arquitetura colonial em que prevalece a simplicidade com poucas influências do barroco.
A origem da cidade está ligada à exploração do território brasileiro pelos bandeirantes paulistas. No início do século XVIII, vilarejos provisórios eram erguidos para abrigar os mineradores de ouro. O Arraial de Sant'Anna, fundado por Bartolomeu Bueno da Silva, em 1725 na margem do rio Vermelho, se tornaria a atual cidade de Goiás, mas antes, também foi chamada de Vila Boa. Vila Boa tão cantada nas belíssimas canções de cantores goianos como Marcelo Barra, por exemplo. Por volta de 1750, torna-se a capital da recém-criada capitania de Goiás, desmembrada da capitania de São Paulo.
Tudo na cidade permite que se entre em contato com a história. Basta andar pelas ruas, entrar nas igrejas, admirar as construções antigas, ir ver a casa onde viveu sua mais ilustre moradora, a poetisa Cora Coralina, ou conhecer o Museu das Bandeiras. Nos doces e nas manifestações religiosas, como a impressionante Procissão do Fogaréu da Semana Santa, permanecem as raízes culturais do passado. Para quem gosta de curtir a natureza, são organizadas caminhadas na reserva ambiental da Serra Dourada, que se ergue em um dos lados da cidade. Além das pousadas do centro histórico, há hotéis instalados nas fazendas dos arredores, tudo na cidade de Goiás é história pra onde os olhos virarem verão algo que estará intimamente ligado ao conteúdo histórico da antiga capital goiana.
As Igrejas são quase todas do século XVIII e revelam simplicidade de estilo. A Igreja da Boa Morte (1779) é a única que apresenta elementos típicos do barroco na fachada. Abriga o Museu de Arte Sacra, com destaque para as imagens de Veiga Valle, escultor local, que viveu no século XIX. Merecem ser vistas também as igrejas São Francisco de Paula (1761), N.S. do Carmo (1786), N.S. da Abadia (1790) e de Santa Bárbara (1780), em cada um destes lugares se terá contato direto com a história dali. Em 1918, o saudoso escritor e poeta Luis do Couto, trouxe para a Cidade de Goiás a Cruz do Anhanguera, que foi instalada as margens do Rio Vermelho onde existiu no local, a igreja da Lapa, levada pela grande enchente de 1839. Na enchente do dia 31 de dezembro de 2001 este monumento foi levado pela correnteza. Dias depois a Cruz do Anhanguera foi encontrada dentro do leito do Rio Vermelho. O monumento se encontra hoje totalmente reconstruído (O cruzeiro original se encontra no Museu das Bandeiras).
No grande prédio construído em 1761, onde funcionaram a cadeia, a câmara e a justiça, fica o Museu das Bandeiras, que expõe objetos usados na exploração do ouro. O Palácio Conde dos Arcos (1755), onde há um museu, foi construído para acomodar o governador da capitania. Todo ano, no aniversário da cidade, abriga a sede do governo, que se transfere de Goiânia por alguns dias. Outras construções significativas são o Quartel do XX (1747), a Casa do Bispo e os chafarizes da Boa Morte e do Largo da Carioca.
Por fim, o casarão onde viveu a poetisa e doceira Cora Coralina fica na cabeceira da ponte sobre o rio Vermelho. Uma das primeiras construções de Goiás é uma típica residência do século XVIII e inspirou alguns de seus poemas. Em uma parte da casa foi montado um pequeno museu que homenageia a mais famosa das filhas de Goiás. Uma antiga tradição da cidade são os alfenins, doces de origem portuguesa, preparados com açúcar e polvilho com simpáticos formatos de animais. Os doces de frutas cristalizadas também são famosos e se pode acompanhar o trabalho das doceiras. A história está lá na cidade de Goiás, está em suas ruas, em seus prédios e casarões, em sua arquitetura e em seu povo, Goiás, Goiás, Goiás!
“Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa. ”(Cora Coralina, poema Humildade)
Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador e pós-graduado em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC). ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Divorciados e felizes

O estado civil é um estado que não conta para a nossa realização ou não realização. O estado de espírito, esse sim é importante. O estado de espírito com que encaramos o nosso dia a dia, o estado de espírito com que enfrentamos os novos desafios, enfim, o estado de espírito que decidimos adotar para sermos nós próprios, quiçá, muitas vezes, pela primeira vez, podermos ser donos e senhores do nosso destino. A família é uma instituição muito flexível e um lar pode ser construído e constituído até por um único membro, óbvio que a parceria, a cumplicidade, a amizade, o encanto e a magia do ato conjugal e tudo que envolve a sexualidade é indescritivelmente prazeroso quando se é feliz e quando tudo vai bem. Contudo, quando chegam às nuvens negras e o casamento acaba não é o fim de nossas vidas.
Creio no casamento para sempre, mas creio também que ninguém nasceu para viver o martírio da infelicidade eterna em um tenebroso casamento. O matrimônio é feito e edificado sobre a égide do amor, do diálogo, do prazer e da cumplicidade, faltando isto e não havendo mais possibilidades de restauração já esgotadas todas as tentativas, então o inevitável acontece. Vem a separação e a quebra da aliança matrimonial. E em muitos casos isso é o melhor, pois podemos está falando de traições, agressões e sérios desentendimentos. Como disse certo poeta o casamento é a única coisa que pode fazer com que inimigos habitem a mesma casa. Mas, até quando? O casamento é uma benção divina, creio nisso, mas quando é uma benção mesmo.
Há vida depois do "fim do mundo" (e não é nada má!), é como se o mundo tivesse acabado que muitos enfrentam o divórcio. Os números não param de subir, mais de um em cada quatro casamentos terminam em divórcio, e o aumento das taxas de divórcio tem sido, nos últimos anos, estrondoso. O que fará com que o divórcio, citado como um dos acontecimentos mais negativamente marcantes na vida de alguém seja cada vez mais a saída? Poderemos atuar no sentido de prevenir o crescimento destas taxas? Sim, poderemos desde que tratemos a constituição de uma família como algo sério e para sempre e, não, o divórcio não é a melhor opção desde que haja amor, fidelidade e respeito. Os problemas poderão ser sanados é só buscar ajuda especializada em cursos, encontros e orientações matrimoniais. Mas se nada deu certo e o produto disso tudo foi o divórcio a vida não acaba ai, dá pra ser feliz e recomeçar de novo. Tanto homem quanto mulher podem sim encontrar a felicidade e o prazer de ter uma nova família.
Portanto, dá sim para ser feliz e divorciado, para tal é necessário três coisas básicas a primeira é perdoar o ex-cônjuge, a segunda é acreditar que você é capaz de fazer alguém feliz sendo feliz também, a última é não anular o ex-parceiro/parceira (exceto se há violência envolvida ai é outra orientação), ele/ela fará para sempre parte de sua vida se tiverem tido filhos, poderá continuar amando seus parentes e se relacionando com eles e com seus amigos, isso não diminuirá sua eficiência e afetividade em seu novo relacionamento. A amizade, o perdão e a boa convivência são fundamentais para a felicidade pós-divórcio.
Por fim, a felicidade pós-divórcio depende de nós mesmos e não dos outros. Ser feliz é um modo de pensar e de sentir é um estado de espírito. Quem não se sente feliz, basta mudar seu modo de pensar, de sentir e de agir e toda a tempestade passará. Assim nossas vidas mudarão em todos os sentidos. A mudança será para nossa felicidade, devemos, pois, trabalhar para eliminarmos as coisas que nos causam infelicidades e angustias tudo dependerá de nosso enfoque, passando pelo perdão e acreditando em tudo novo. Dá para ser feliz sim.
Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador e pós-graduado em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC). ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


O calvário dos professores da rede municipal de Goiânia

Os professores municipais paralisaram as atividades no dia 20 de maio. É uma vergonha o que essa administração petista vem fazendo com a educação municipal em Goiânia, quando eram oposição mentiram quando deram apoio aos professores grevistas, mentiram sim, pois agora que são situação se quer respeitam o piso nacional que foi sancionado na atual brilhante administração petista bem diferente da municipal. O Sr. Paulo Garcia deveria se envergonhar juntamente com todos os secretários e vereadores. Por que eles não reduzem seus salários e aprovam um salário mínimo de R$ 3.000,00 para os professores em início de carreira? Eles têm vale-tudo (Terno, gasolina celular, moradia, verba de gabinete e outras) e os professores “vale-nada” se quer boas condições de trabalho, é uma questão de falta de vergonha mesmo, de práticas elitistas e aristocráticas outrora tão combatida pelo PT goiano e agora praticadas de forma leviana e covarde por essa administração e isso faz com que essa administração perca a credibilidade em ano eleitoral.
A greve já contabiliza mais de 70 dias contando os dias previstos no calendário escolar de 2010, as férias de julho, feriados e finais de semana. Os professores reivindicam piso salarial de 1.300,00 reais e a prefeitura sugere que o valor fique em 1.024,00 reais. Professores da Rede Municipal de Educação paralisaram por tempo indeterminado as atividades para cobrar do poder público o retorno da discussão do projeto de lei nº 17/2010, na Câmara Municipal de Goiânia que implantaria o piso salarial profissional nacional para os professores. A proposta foi encaminhada à Câmara pelo ex-prefeito, Iris Rezende. Aonde foi apresentada uma proposta de salário de R$ 1.312,00. No entanto, alguns vereadores incluíram emendas alterando o projeto, que foi retirado de pauta por solicitação do atual prefeito Paulo Garcia para análise técnica (Portal 730).
Contudo, R$ 1.024,00 ou R$ 1.312,00 não são suficientes para a manutenção de forma digna de uma família e de uma profissão tão importante como a de professor, o professor precisa continuar sua formação onde em média um mestrado, por exemplo, custa em torno de vinte parcelas de R$ 1.277,00, isso não é no mínimo discrepante? O piso nacional para professores em início de carreira na educação básica da rede federal é de graduados R$ 2.757,64; especialistas R$ 3.077,28; mestres R$ 4.094,25 e doutores de R$ 6.055,01(Fonte: edital IFG 2010 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás; Edital nº 030*, de 29 de abril de 2010). O que ainda é pouco mais já é uma grande conquista, pois a oito anos atrás os valores eram menos da metade do que é hoje e, essa conquista toda é graças a atuação do Governo Lula que vem valorizando a classe de forma gradativa e atuante mudando a realidade da educação brasileira, algo que deveria ser tendência em todas as cidades e Estados brasileiros, principalmente aonde o PT estivesse administrando o que não percebemos aqui em Goiânia, por exemplo.
Segundo levantamento do G1, o prefeito de Goiânia tem um salário de R$ 12,72 mil mensais, entre as câmaras municipais de vereadores, Goiânia tem hoje o oitavo maior subsídio entre as 26 capitais estaduais. Cada um dos 35 vereadores da capital goiana recebe por mês R$ 9,4 mil, mais subsídios e verbas de gabinete.
De acordo com a Constituição Federal, o subsídio dos vereadores deve ser fixado pelas respectivas câmaras municipais em cada legislatura para a subsequente, observando os limites máximos de remuneração, de acordo com o número de habitantes do município. Em municípios de até 10 mil habitantes, o salário máximo dos vereadores corresponderá a 20% do subsídio dos deputados estaduais; de 10 mil a 50 mil, a 30%; de 50 mil a 100 mil, a 40%; de 100 mil a 300 mil, a 50%; de 300 mil a 500 mil, a 60%; e mais de 500 mil, a 75%. Diferentemente do caso dos vereadores, a Constituição não estabelece um limite específico para a remuneração dos prefeitos. Conforme a Constituição, o teto para a remuneração de todos os agentes públicos é o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): R$ 24,5 mil. Só para lembrar neste momento a Câmara Federal está aumentando seus salários o que refletirá em efeito cascata Brasil afora. Mas os professores estão segundo o prefeito Paulo Garcia e sua Câmara Municipal; bem pagos com R$1.024,00, seguindo então o seu calvário.

Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador e pós-graduado em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC). ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com