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quinta-feira, 4 de agosto de 2011



Amy Winehouse, exemplo de maus exemplos

Todo ser humano por mais frio que seja sente de certa forma a dor da perda de outro ser humano, mesmo quando este não é seu parente. E se for uma celebridade a dor é bem maior, é semelhante à dor de uma pessoa querida, óbvio que não na mesma intensidade, mas principalmente quando se trata de uma celebridade tão jovem. No Brasil e no mundo já tivemos vários exemplos de pessoas famosas que ainda muito jovens faleceram, umas por causa de doenças mortais, outras por acidentes aéreos e de transito, ainda outras por overdose de drogas e medicamentos, ou assassinadas.
   Exemplos que se podem citar de mortes prematuras são:  Bob Marley, John Lennon, Kurt Cobain, Cássia Eller, Cazuza, Che GuevaraElvis Presley, Marilyn MonroeAyrton Senna, Carmem Miranda, Jimi Hendrix, Maysa, Michael Jackson, Renato RussoOs Mamonas Assassinas (Dinho, Julio Rasec, Bento Hinoto, Sérgio Reoli e seu irmão que também fazia parte da banda Samuel Reoli) e outros. Contudo, nem todos podem ser considerados maus exemplos, muitos aqui citados representavam esperança política e revolução cultural, devido suas ideologias, porém, alguns representaram o exagero, a ilusão, o desrespeito à vida e à família, esqueceram por completo os valores humanos e religiosos.
   O mau comportamento de alguns “famosos” influencia no comportamento dos seres meramente mortais, isso pode ser percebido no nosso dia-a-dia, na nossa rotina normal como no transito, no supermercado, no trabalho e em casa.  É gente procurando “se dar bem” a qualquer custo, mesmo que para tal outros seres humanos sejam prejudicados, são pessoas indisciplinadas, mentirosas, levianas, desumanas, desorganizadas, reacionárias, amorais e imorais, doentes psicossomáticas, inercias, individualistas, preconceituosas, mas negam, e tantas outras que se poderia enumerar que tornam nossas vidas bem piores do que já são.
   E o ruim disso tudo é que a mídia supervaloriza os casos, mostra a realidade deles como atos heroicos, tudo bem que ninguém é perfeito. Mas todas as nossas atitudes devem ser buscando o bem estar coletivo, o que não pode ser percebido por famosos que não se comportam positivamente. A mesma mídia que prega hipocritamente o valor à vida, à liberdade e democracia é a mesma que destrói e difama o famoso que sai com travestis.
   No caso de Amy Winehouse, não foi diferente a mídia só piorou a curta e desastrosa vida da moça. Quando ela errava momento nenhum a mídia a reprovava com orientações para melhoramento em seu comportamento, mas como uma criança que faz algo errado por inocência era tratada. Isso fazia com que ela se sentisse uma celebridade e um referencial, só não falaram para ela que ela era mortal e que estava contribuindo para a destruição de várias vidas prematuramente ao redor do mundo. Não se quer aqui tripudiar com a morte da cantora, todavia o que se quer é mostrar como ela em vida não deu valor ao seu maior bem, a sua saúde, ou seja, a sua própria e única vida neste plano que conhecemos. Ela poderia ter usado sua influencia para obras sociais, para humanizar mais o ser humano tão desumanizado e agregado a valores torpes. Resta aqui toda solidariedade e pêsames à sua família enlutada e que seus familiares possam fazer algo para que outros jovens influenciados per Amy não venham ter o mesmo fim que ela.
A coisa é tão séria que uma das homenagens do programa “Fantástico” a Amy Winehouse, fez a Rede Globo ser notificada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal de São Paulo. No domingo, o programa mostrou fãs, inclusive menores de idade, cantando e imitando os porres da cantora. O procurador Jefferson Aparecido Dias pediu que a emissora fornecesse os dados das adolescentes que aparecem no quadro, em especial os da jovem que simula portar bebida alcoólica e cigarro. Solicitou também cópia do alvará que autorizou a participação delas nas cenas exibidas pelo Programa (Fonte: noticiasdatvbrasil.wordpress.com). Procurada, a Rede Globo, que tem dez dias para esclarecer, não respondeu à imprensa, o motivo é óbvio, suas respostas levantariam mais polemicas ainda, haja vista, esta emissora não primar por aquilo que é mais sagrado a liberdade com bom senso, contudo ela dita normas e tendências alienando aqueles que já são predispostos ao erro.
   Por fim, a vida de Amy tornara-se um folhetim para encher revistas de mexericos, alimentando a mente daqueles que gostam de desgraças. Desacatos conjugais e algumas detenções, entre várias tentativas de cura e recaídas, intercaladas por concertos intermitentes, muitos deles espetáculos tragicómicos, em que aparecia de voz e figura consumidas, como que um fantasma da imagem e voz que a deram a conhecer ao público. A decadência vinha-se acentuando, focos talvez demasiado fortes para alguém que soube fazer das fraquezas forças no álbum-catarse Back to Black seu maior legado, mas que nunca conseguiu lidar com a pressão da fama nem ultrapassar os vícios que a viriam a destruir; a letra de “Rehab” (“i said no, no, no”) falou sempre mais alto.             


   Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
ndc30@hotmail.com  Twitter: @profnilton07 

domingo, 24 de julho de 2011


O crescimento do mercado da beleza

         Há algum tempo as empresas do segmento de estética e cosmética estão “rindo à toa”. Como diria o grupo de forró Fala Mansa, ou parafrasear um grande amigo e desportista goianiense (da equipe Show de Bola Difusora de nosso competentíssimo Adolfo Campos), “o peito de aço, o melhor gol do Brasil”, Cunha Filho; estas empresas “estão felizes como pinto no lixo”. Contudo, o mercado de cosméticos no Brasil, ao longo de mais de 20 anos, vem crescendo sempre na casa de dois dígitos todos os anos, de maneira consistente e imponente. Mercado que já alcança o segundo lugar do mundo em consumo de shampoos e está ainda em pleno desenvolvimento, pois há anos que as empresas vêm destacando muitos investimentos nesse mercado, e não se fala aqui no mercado de commodities, esse então explodiu (DAVI, 2011).
         Uma pequena citação da Revista Veja do ultimo dia 20/07 na coluna “Sobe” - “Desce” assinada por André Eler dar conta de que “os gastos do brasileiro com tinturas, cortes de cabelos, escovas e tratamentos estéticos em geral, cresceram 44% nos últimos seis anos”. O que chama muito a atenção dos profissionais e empresários da área, por perceberem também o crescimento das especialidades e das melhoras consideráveis na qualidade dos produtos, e serviços oferecidos pelos centros de beleza e estética.
         Esse mercado ainda é muito novo, mas passa por vários pontos importantes, no aspecto de entendimento, pois ainda não atingiu sua maturidade porque se percebe muitos problemas de ordem social que ainda atrapalham o desenvolvimento. Por mais que pareça contraditório, quando se fala de shampoo, metade da nossa população ainda nem "descobriu" o hábito de tomar banho diariamente, por motivos socioeconômicos, educativos, e principalmente por desconhecerem completamente a necessidade de utilização de produtos básicos para a higiene pessoal, como o já citado e outros que se podem enumerar como desodorantes para os pés e axila, cremes hidratantes e dentais, sabonetes íntimos etc. Outro fator, que atrapalha o crescimento, é que não se pode esquecer que nosso povo é latino de raízes judaico/cristã, tem hábitos ainda de padrões machistas, e só de falar em usar esse ou aquele cosmético, pode “comprometer sua masculinidade ou sua honra feminina”, parece loucura, mas há muito isso ainda aqui no Brasil. Mesmo aqueles que já superaram esses traumas ainda não têm o hábito de utilização de cosméticos e tratamentos de beleza.
         Por ultimo, recente pesquisa nas cinco principais capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba) pessoas entrevistadas de 20 a 50 anos foram questionadas de maneira direta quanto ao uso diário de cosméticos, e qual foi à surpresa ou decepção? Comparado com o mercado europeu, o homem brasileiro (dentro da pesquisa) utiliza de 2 a 4 produtos cosméticos por dia, enquanto o europeu utiliza de 10 a 13 produtos/dia. A mulher brasileira também representa um número muito inferior ao europeu, consumindo de 3 a 5 produtos/dia, enquanto a mulher europeia utiliza de 15 a 17 produtos/dia (DAVI, 2011). Apesar de todos os elogios sobre o crescimento do mercado da beleza há muito ainda para crescer neste setor.
Professor Nilton Carvalho é Cabeleireiro, Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião. 
  

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PAIS CUIDEM DOS VOSSOS FILHOS II


No primeiro artigo eu disse que pai e mãe teriam que usar muito de atributos psicológicos para gestarem juntos os filhos, dando exemplos positivos no dia-a-dia compreendê-los e encaminhá-los para a vida. Nesta perspectiva muita coisa pode ser usada, mas tem uma que sempre que usada é infalível e tem um efeito tremendo sobre os filhos, esta ferramenta é a atenção dispensada a eles. Sem atenção é quase impossível que os filhos tenham sucesso na fase adulta, suas formações moral, ética e cultural terão problemas para sempre. A atenção fala de diálogo, de ouvir o que o filho tem a dizer, mas não só isso, fala também de exemplos práticos por parte dos pais naquilo que se prega como correto.
Pais que não vivem o que ensinam aos filhos não têm autoridade para pedi-lo que vivam seus ensinamentos. O natural é praticarem o que vêem os pais fazerem e não o que ouvem dos pais que devem fazer. Estes pais devem por amor aos seus filhos pararem de praticar o “façam o que eu digo e não o que eu faço”. Devem ler bons livros, jornais e revistas para que os filhos vejam que são “antenados” que estão “ligados” na sociedade moderna cheia de novos paradigmas. Pais que não dão bons exemplos, que não amam seus filhos, que não são presentes, os jogam direto nas mãos de pessoas inimigas da boa conduta e do bom comportamento. Pois estes darão toda a atenção que precisarão. Por isso, os pais não poderão exigir dos filhos o que eles mesmos não viveram, os exemplos falam mais alto que as palavras.
Pais e mães têm recorrido a profissionais como psicólogos, psiquiatras e educadores, na procura de respostas e conselhos sobre o que fazer com seus filhos quando esses costumam apresentar problemas como: comportamentos socialmente inadequados, dificuldades de relacionamento interpessoal, bem como problemas de adaptação escolar e aprendizagem. As maiores queixas ficam entre os comportamentos sociais inadequados e dificuldades de convivência familiar. Provavelmente estes problemas foram causados pelos próprios pais que se esqueceram de se preparar para tal sacerdócio.
Pais que mentem para se dar bem estão dando o exemplo para seus filhos, pais violentos, filhos violentos. Contudo, pais que dão bons exemplos aos seus filhos, trerão maior chance deles crescerem fazendo aquilo que é correto. Pais que amam terão filhos amorosos, pais que educam terão filhos educados e educadores, pais que se envolvem com o bem, com a caridade, com a fraternidade e com tudo que é exemplo positivo poderão ter filhos assim também
Percebe-se que a partir da década de 60 e da revolução sexual, tem-se o início de uma transformação nos costumes e valores válidos em nossa sociedade. Entre tantos outros conceitos questionados, os modos de educação mais repressores foram postos em cheque, e começou a se erguer a bandeira da educação mais liberada para prevenir os “traumas” que uma educação muito repressora poderia causar na vida emocional dos novos brasileiros. Com o desenvolvimento das pesquisas na área da psicologia e psicanálise, enfatizando a importância da influência do ambiente na formação de um indivíduo, a questão da educação dos filhos tem merecido um maior cuidado por parte de educadores, psicólogos e estudiosos de várias áreas. Muitas são as teorias novas que surgem sobre o que fazer e como proceder, tudo na tentativa de orientar os pais nessa difícil tarefa.
Se pelas gerações antigas a criança era tratada como um “mini-adulto”, sem direito a desejos e vontades, sem direito a quaisquer cuidados especiais em respeito à sua condição de criança, parece que as gerações mais jovens, talvez tenham pecado pelo excesso, no sentido inverso, passando a tratar a criança como um “rei no trono”. O certo é não haver nem um extremo nem outro, mas um equilíbrio entre liberdade, responsabilidade e obrigações. É ai que entram as personagens dos pais como alvos para seus filhos, não só falando como deve ser feito, mas acima de tudo mostrando como fazer e fazendo-se presentes em suas vidas.
Por fim, educar é também frustrar; é dizer não e contrariar a vontade do filho, quando necessário. Não há como escapar disso, sob pena de o próprio filho sofrer as consequências em sua saúde física e mental. Não há como ser bom pai ou boa mãe só esperando serem amados por seus filhos. É preciso, muitas vezes, suportar a frustração de ser odiado por seu filho num dado momento, para o próprio bem dele no futuro, ainda que isso, na maioria das vezes, custe muito caro aos corações dos pais e mães. Pois, "os pais de hoje não escutam seus filhos. Perderam completamente o respeito pelos mais jovens!" (Oscar Wilde).


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

 Projeto de Lei 122 e o pensamento cristão

Antes de mais, gostaria de deixar claro que não se trata de posicionamento homofóbico, nem de qualquer natureza discriminatória ou preconceituosa. O que na verdade, é tão somente um posicionamento de um ser humano pensante, que tem lado, critico e é criticado. Mas, acima de tudo respeita o direito, o pensamento, o lado, a escolha, a orientação, a religião e a cultura etc., de outros seres humanos que dividem o mesmo planeta, o mesmo supermercado, a mesma praça, o mesmo parque, restaurante, Universidade e outros lugares tantos.
Antes de fazer qualquer comentário, é importante frisar que uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar seres humanos, por ser o que são. No Brasil, pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, se criticarmos conduta como prática homossexual, logo somos rotulados de homofóbicos. O que é uma mentira, pois quando critico o político não seria nenhum tipo de “politicofobia” de minha parte, só estou dando minha opinião como cidadão livre, pensante e histórico. Na verdade, o PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição, porque o projeto de lei quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa. Vamos entender o caso.
Nos últimos 30 anos, o Movimento LGBT Brasileiro vem concentrando esforços para promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Isso é muito bom e maravilhoso, olhando pela ótica do que foi declarado até agora, ou seja, promover a cidadania, combater a discriminação e estimular a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Contudo, a partir de pesquisas que revelaram dados alarmantes da homofobia no Brasil, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), juntamente com mais de 200 organizações afiliadas, espalhadas por todo o país, desenvolveram o Projeto de Lei 5003/2001, que mais tarde veio se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. O projeto torna crime à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.
Um absurdo. Não concordar com a prática homossexual não é discriminar ninguém, não se pode equipara orientação sexual e identidade de gênero com raça, cor, etnia, religião, procedência nacional etc. Onde ficam os direitos dos cidadãos demonstrados no Artigo 5º da Constituição Federal? O que se está tentando é apoiar, se alicerçar na questão de raça e religião para beneficiar a prática homossexual. O perigo do artigo 1º é a livre orientação sexual. Esta é a primeira porta para a pedofilia. É bom ressaltar que o homossexualismo é comportamental, ninguém nasce homossexual; este é um comportamento como tantos outros do ser humano. Logo nossos filhos serão assediados por pessoas desta orientação sexual, nas praças, parques, shoppings, cinemas etc., a terem relações amorosas com eles, pois a Lei permite, não é crime.
Quero dizer que como ser humano, cristão, teólogo, historiador, educador amo o ser humano de qualquer orientação sexual, mas acima de tudo amo a família do modelo bíblico, essa é minha escolha, não fui assim sempre, escolhi ser assim. Contudo a PL 122 impede que este modelo continue, pois, não serão os pais que vão determinar a educação dos filhos — porque se os pais descobrirem que a babá, o professor, a médica etc., dos seus filhos são homossexuais, e eles não quiserem que seus filhos sejam orientados por homossexuais, simplesmente porque discordam deste comportamento, poderão ir para a cadeia. A preferência agora é dos homossexuais; nós, míseros heterossexuais estamos ficando sem direitos, mas podemos também ter direito à livre expressão, depois que é garantida aos homossexuais, lembram-se do Artigo 5º da Constituição Federal?
Por fim, a Bíblia se transformará num livro homofóbico, pois qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido pelo e o pensamento cristão nela contido, mas também, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não se quer aqui, impedir ou cercear ninguém que tenha escolhido a prática homossexual. Mas, não se pode haver lei que impeça as liberdades de expressão e religiosa que são garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. A PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual e faz isso se agarrando na questão do racismo e da religião. O homossexual pode continuar na sua orientação, contudo o pensamento cristão vai sempre falar a verdade divina contida na Bíblia.


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011

A VANTAGEM DO GOIÁS É JOGAR CONTRA O VILA NOVA?


A resposta mais sensata parece-me ser sim. Pois no retrospecto ao logo da história dos dois Clubes a vantagem do Clube esmeraldino é muito grande se não vejamos:
 Número de jogos: 196
 Vitórias do Goiás: 97
 Empates: 55
 Vitórias do Vila Nova: 44
 Gols do Goiás: 301
 Gols do Vila Nova: 194
 Maior goleada do Goiás: Goiás 6x1 Vila Nova em 8 de fevereiro de 2009
 Maior goleada do Vila Nova: Vila Nova 5x3 Goiás, 28/03/1999, Campeonato Goiano, Estádio Serra Dourada
 Jogo de 26/02/2011 Goiás 2X1 Vila Nova
 Último jogo: Goiás 1x0 Vila Nova em 24 de abril de 2011
No retrospecto entre Goiás x Vila Nova, a vantagem do Verdão é a maior entre rivais, no país inteiro, em nenhum outro estado um time tem uma vantagem tão grande sobre o outro como acontece no clássico goiano. O Verdão tem 97 vitórias em todos os confrontos contra 44 vitórias dos colorados, ou seja, mais do dobro de vitórias (fonte: Jornal Diário da Manhã de 24/04/2011).


EM FINAIS OU DECISÕES DIRETAS


Em finais o Verdão também leva boa vantagem, o Periquito tem nove conquistas, contra cinco dos colorados. Segue abaixo as decisões diretas entre Verdão e Tigrão.


1966 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1971 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1973 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1982 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1993 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
1994 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
1997 - Campeonato Goiano - Semifinal - Goiás Classificado
1998 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
2000 - Campeonato Goiano - Final - Goiás Campeão
2000 - Copa Centro-Oeste - Final - Goiás Campeão
2001 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão
2001 - Copa Centro-Oeste - Final - Goiás Campeão
2002 - Copa Centro-Oeste - Semifinal - Goiás Classificado
2005 - Campeonato Goiano - Final - Vila Nova Campeão


DECISÕES INDIRETAS


As equipes já disputaram quatro finais indiretas, finais onde havia mais time além dos dois disputando, nessas finais há igualmente, cada time venceu duas, o Vila Nova ganhou os Campeonatos Goianos de 1978 (hexagogonal) e 1980 (quadrangular), já o Verdão ganhou o Campeonato Goiano de 1999, que era disputado em Pontos Corridos, o Vila Nova foi o vice-campeão. Já no Campeonato Brasileiro da Série B de 1999, o Goiás foi Campeão no quadrangular final, onde o Vila também estava, inclusive o Verdão venceu os dois jogos contra os colorados. Como o torcedor esmeraldino pode comprovar, o Goiás Esporte Clube é o maior vencedor entre o dois Clubes nos confrontos diretos ou indiretos, infelizmente Vila Nova deixou que se criasse um tabu muito grande quase impossível de ser superado.
Por fim, parece-me que a vantagem do Goiás nesta semifinal do Goianão é a de jogar contra o Vila Nova, algo assim, transcendental, místico e mítico, ou seja, o Tigrão treme ante o Verdão. A deselegante declaração do maior dirigente da história do Goiás no último confronto entre as equipes em 24/04/2011 de que “o Vila não perde a vontade de perder para o Goiás” parece demonstrar algo psíquico enfrentado pelo Vila Nova. Seria complexo de inferioridade? Seria timidez, ante um adversário mais respeitado em nível nacional? Ou seria uma tentativa de Hailé Pinheiro dizer que o Goiás no momento é um time fraco e que nem assim o Vila consegue ganhar? No próximo domingo 01/05/2011 dia do trabalhador teremos a resposta para estas dúvidas, nos resta somente esperar um ótimo jogo onde a hegemonia esmeraldina será comprovada mais uma vez, ou aonde teremos a maximização do potencial colorado exorcizando todos os fantasmas de fracasso ante o Periquito da Macambira.


Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião.
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sexta-feira, 4 de março de 2011

O dia Internacional da Mulher que quebra paradigmas


          No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, da cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência, que muitas mulheres ficaram feridas. Mas não foi só isso, elas foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano, covarde e intolerante, mas tudo isso contribuiu para chamar a atenção a opinião publica americana e mundial, para os direitos da mulher .
          Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o oito de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). A criação deste dia é uma tentativa de amenizar as injustiças cometidas contra as mulheres ao longo da história humana e em memória as vítimas do oito de março na fabrica de Nova Iorque.
          Ao ser instituída a data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
A mulher ao longo da história da humanidade sempre teve papel de desprezo e figurou em segundo plano nas sociedades antigas. Contudo, a mulher sempre se destacou como aquela que supera os paradigmas impostos sobre ela, pela cultura patriarcal e antropocêntrica. Essa herança de submissão e de coadjuvante na sociedade é justificada a partir do relato bíblico do mito criacionista cosmogônico, onde opiniões do mundo teológico dão conta da desobediência da mulher à ordem de Deus para que não comesse o fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal. Porém ela come e dá também ao marido.
         Deus após fazer o homem, percebeu que algo estava errado, ou seja, que não era bom que o homem ficasse sozinho, então Deus fez também a mulher, para ser sua companheira, para ser sua auxiliadora, para administrar o Éden do lado do homem, uma gestão compartilhada. Caberia ao homem o papel de provedor do lar cultivando o Jardim, de orientador de sua mulher, de defensor de sua companheira, de defendê-la dos ataques do maligno, haja vista, Deus ter passado as ordens ao homem do que fazer no Éden, o homem era responsável por sua companheira, repito ‘responsável por sua companheira’.
       Desde então, as sociedades do antigo oriente e as judaico-cristãs, vêm justificando, o porquê de a mulher figurar como personagem frágil e submissa ao homem. Como teólogo, reconheço a autoridade da palavra de Deus em relação ao papel da mulher na família, na igreja e na sociedade. Mas também, reconheço a omissão do homem (Adão), em não obedecer às recomendações divinas, deixando seu bem maior (Eva) à mercê do inimigo, observando tudo de longe, não tomando posição de defensor, nem de protetor ou de orientador de sua herança sagrada, que era sua amada esposa, mas deixou que ela fosse enganada, passada para trás pelo diabo, manchando sua honra.
        Hoje, em tempos de pós-modernidade a mulher ocidental tem conquistado a benção de ser atuante na sociedade, a mulher hoje pode ser sim chamada de companheira, antes não; ela era somente uma coadjuvante, uma comparação entre os dois sexos não concorreria de modo algum a favor daquele que é considerado forte, pois este se omitiu em sua proteção no Éden e depois a acusou de erro. Acredito que Deus ao longo dos anos tem quebrado a maldição do Éden laçada sobre a mulher, dando-lhe o direito de atuar ao lado do homem. Parabéns mulheres de Deus, vocês são bênçãos em nossas vidas, feliz dia Internacional da Mulher.


       Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião. 
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pós-graduação stricto sensu no Brasil é excludente e elitista

         Segundo Ghiraldelli Junior (2006) o Brasil foi colônia de Portugal entre 1500 e 1822. A educação escolar nesse período, ou seja, a educação regular e mais ou menos institucional de tal época, teve três fases: a do predomínio dos jesuítas; a das reformas do Marquês de Pombal, a partir da expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal em 1759; e o período em que D. João VI então rei de Portugal, trouxe a Corte para o Brasil (1808-1821). A educação brasileira teve seu início propriamente dito com o fim do regime de capitanias. O Brasil ficou sob o regime de capitanias hereditárias entre 1532 e 1549. Tal regime terminou quando D. João III criou o Governo Geral, sendo o primeiro governador Tomé de Souza, o Padre Manoel da Nóbrega e dois outros jesuítas os primeiros professores (VIEIRA, 2003).
         Ferreira Jr. e Bittar (2005) afirmam que no mesmo ritmo em que Brasil e Portugal, no período do antigo sistema colonial, inseriam-se de forma subordinada e dependente na lógica capitalista mundial, criada pela burguesia mercantil européia, os jesuítas alteraram os seus objetivos educacionais no Brasil Colônia. Nesse contexto, os nativos (chamados de Índios, por equivoco), foram deixados de lado pela missão educacional da Companhia de Jesus, que os substituíram pelos filhos dos grandes proprietários agrários. A ação pedagógica jesuítica, na prática, ficou reduzida a formação de um minúsculo estrato social de letrados que, através do domínio do saber erudito e técnico europeu de então, orienta as atividades mais complexas e opera como centro difusor de conhecimentos, crenças e valores (VIEIRA, 2003).
         Os jesuítas começavam a instaurar aquilo que seria a principal marca de nossa educação ao longo da história: o elitismo e a exclusão. Esse direcionamento elitista e excludente não foi suficiente para que os jesuítas inaugurassem o ensino superior na Colônia, pois conforme Sguissardi (2004) a “idéia de universidade no Brasil Colônia” foi negada pela Coroa aos Jesuítas. Contudo, o trabalho dos jesuítas teve duas fases distintas, conforme Vieira (2003, p. 35),
“[...] a primeira foi o plano de estudos concebido por Manoel da Nóbrega, em ensinar as primeiras letras, a alfabetização. Junto a isso a catequese, a música e a indicação profissional. A segunda fase se inspirou nos princípios da Ratio Studiorum, que foi o ensino de humanidades, filosofia e teologia”.
         Porém, ao que tudo indica o projeto de Nóbrega esbarra em resistências no seio da própria ordem religiosa. Para Portugal, o banimento da Companhia de Jesus da Colônia, ocorrido em 1759, significou não somente uma nova etapa para a educação mais antes de tudo sua sobrevivência política e econômica.
         As primeiras experiências de ensino superior no Brasil só ocorreriam 308 anos depois da chegada dos colonizadores, conforme Morosini (2005) a criação de cursos superiores no país ocorreu somente com a vinda da família real portuguesa, em 1808. Estes se caracterizavam por duas tendências marcantes: cursos isolados – não universitário – e uma preocupação basicamente profissionalizante. Fortemente influenciando pelo modelo francês, o ensino superior brasileiro não superou a orientação clássica, nele prevalecendo à desvinculação entre teoria e prática. Os principais cursos eram voltados ao ensino médico, de engenharia, de direito, de agricultura e de artes, onde levianamente D. João VI doava o título de doutor a quem não fosse estudar na Europa, erro ratificado por Dona Maria ‘a louca’ e Dom Pedro I. Tudo isso para fortalecer as classes dominantes da época, enquanto as classes dominadas restavam o campo, as minas e a pecuária.
Em um salto olímpico iremos para os dias atuais, aonde de certa forma o ensino superior no Brasil democratizou-se sobremaneira nos últimos dez anos, todavia valorizando os interesses das classes dominantes, em detrimento das classes dominadas.
         Os cursos mais lucrativos para o mercado foram os que mais cresceram e tiveram investimentos. Cursos de menor apelo popular estão quase fechados, na verdade em muitas Instituições eles já fecharam, por não haver demanda de alunos nem financiamentos do Estado brasileiro.
         Por fim, as pós-graduações stricto sensu que compreendem mestrado e doutorado ficam cada dia mais exclusivas àqueles que detêm o poder financeiro e de influência, isso mesmo influência. Explico: aqueles que podem pagar caro por um mestrado ou doutorado conseguem entrar nas Instituições privadas e se manterem, muitos até esbanjam desistindo do curso afirmando que não era aquilo que ele queria e acaba migrando para outro curso, isso porque podem gastar. Quem não pode pagar lhes restam as Instituições publicas e aqui, mesmo que você faça um senhor pré-projeto de pesquisa, passe na prova de proficiência de idioma estrangeiro, as ‘máfias da influência’ que compõem as bancas examinadoras na hora da entrevista prioriza o aluno egresso, mesmo que este tenha ficado mais mal classificado que o candidato novato. Por isso, afirmo que pós-graduação stricto sensu no Brasil é excludente e elitista. Elitista porque faz quem pode pagar, excludente porque exclui quem não pode pagar e quem é egresso daquela Instituição publica e isso ninguém é capaz de desmentir.

         Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião. ndc30@hotmail.com;
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Referências bibliográficas

FERREIRA Jr., A.; BITTAR, M. O marxismo como referencial teórico nas dissertações de mestrado em educação da UFSCAR (1976-1993). Cadernos CEMARX, Campinas – SP, 2005.
GHIRALDELLI JR., Paulo. "História da educação brasileira". São Paulo: Cortez, 2006.
MOROSINI, M. C. Universidade e Política Nacional de Ciência e Tecnologia Pós 70. Porto Alegre: UFRGS, 2005.
SGUISSARDI, Valdemar. Rumo à universidade mundial: e a universidade será feita a sua imagem e semelhança. Coleção Subsídios para a discussão sobre as políticas e a gestão da Universidade/Educação Superior. Tema 8: Internacionalização da educação superior: globalização de um modelo. Brasília: INEP/MEC, 2004.
VIEIRA, Sofia Lerche. Políticas educacionais no Brasil: introdução histórica. Brasília: Plano Editora, 2003.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Enad pode até fechar uma IES
Para conhecer o desempenho das Instituições de Ensino Superior (IES) do país, o Ministério da Educação (MEC), recorre ao Índice Geral de Cursos (IGC). O instrumento é construído com base numa média ponderada das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição. Assim, sintetiza num único indicador a qualidade de todos os cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma instituição de ensino. O IGC é divulgado anualmente pelo Inep/MEC, imediatamente após a divulgação dos resultados do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O Índice Geral de Cursos das Instituições de Ensino Superior (IGC), no que se refere à graduação, utiliza-se do CPC (conceito preliminar de curso) e, no que se refere à pós-graduação, é utilizada a Nota Capes. Onde o Sistema de Avaliação de Pós-graduação implantado pela Capes em 1976 vem desde então cumprindo papel de fundamental importância para o desenvolvimento da pós-graduação e da pesquisa científica e tecnológica no Brasil. O resultado final está em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5).
O CPC se forma a partir de diferentes medidas da qualidade de um curso, aparecendo então a média. As medidas utilizadas são: o Conceito Enade, que mede o desempenho dos concluintes e dos ingressantes de um curso de graduação, o Indicador de Diferença de Desempenho (Conceito IDD) e as variáveis de insumo. Os dados das variáveis de insumo consideram corpo docente, infraestrutura e programas pedagógicos que são formados com informações do Censo da Educação Superior e de respostas ao questionário socioeconômico do Enade.
A forma do cálculo do CPC tem implicações sobre a representatividade do IGC. Para um curso ter CPC é necessário que ele tenha participado do Enade com alunos ingressantes e alunos concluintes. Portanto, o IGC é representativo dos cursos que participaram das avaliações do Enade, com os respectivos discentes. Como cada área do conhecimento é avaliada de três em três no Enade, o IGC levará em conta sempre um triênio. Assim, o IGC 2007 considerou os CPC’s dos cursos de graduação que fizeram o Enade em 2007, 2006 e 2005; o IGC 2008 considerou os CPC’s dos cursos que participaram do Enade em 2008, 2007 e 2006; e assim, sucessivamente. A medida de qualidade da graduação que compõe o IGC é igual à média dos CPC’s para o triênio de interesse. No caso das IES de Goiás (Instituições de Ensino Superior do Estado de Goiás), o IGC é igual à média dos CPC’s para o triênio de 2010, 2009 e 2008.
A Avaliação dos Programas de Pós-graduação, realizada pela Capes, compreende a realização do acompanhamento anual e da avaliação trienal do desempenho de todos os programas e cursos que integram o Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG). Os resultados desse processo, expressos pela atribuição de uma nota na escala de 1 a 7 fundamentam a deliberação CNE/MEC sobre quais cursos obterão a renovação de reconhecimento, a vigorar no triênio subseqüente. A medida de qualidade da pós-graduação que compõe o IGC é uma conversão das notas fixadas pela Capes.
Portanto, quando o aluno e a IES, não levam a sério o ENAD e os dados das variáveis de insumo o risco de perda de autonomia e de fechamento é iminente. Por exemplo, o Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Unidesc), perdeu sua autonomia administrativa e não poderá expandir vagas ou abrir novos cursos sem autorização do MEC, por ter avaliação insatisfatória na média do IGC. Quando isso acontece, a IES deverá propor um modelo avaliativo referenciado pelos indicadores de qualidade que tomam como eixos norteadores o ensino, a pesquisa, a extensão e as variáveis de insumos, mas também, a relevância acadêmica, e a relevância social. Os resultados obtidos apontarão que o modelo avaliativo do MEC, pode levar uma IES a sair de uma posição pragmática e informal para um planejamento integrado e responsivo dentro do novo paradigma de ensino superior imposto pela realidade atual.
O aluno não pode simplesmente boicotar o ENAD, muitos comparecem ao exame assinam o ponto e não respondem as questões (falta propaganda por parte das IES sobre a importância do exame). Fazendo assim, prejudica a si mesmo, ao curso e às IES. As IES precisam investir em educação, pesquisa, extensão e em estrutura que são primários para a boa formação. A formação continuada precisa ser praticada, especialistas, mestres e doutores devem ser formados todos os dias pelas próprias IES, com subsídios dos governos federal, estadual e municipal. Pois, Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo (Paulo Freire).
Professor Nilton Carvalho é Historiador, Especialista em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Teólogo e mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/;http://twitter.com/#!/profnilton07

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Thiago Peixoto na SEDUC é uma conquista dos educadores

Thiago Peixoto deputado federal eleito pelo PMDB com 90.719 votos (3,14%) foi convidado pelo governador eleito Marconi Perillo (PSDB) para assumir a Secretaria da Educação do Estado de Goiás (SEDUC), o deputado aceitou o desafio de mudar a educação pública goiana. “Se eu não aceitasse o convite eu estaria me acovardando, pois acredito que posso transformar a Educação que temos na que precisamos”, afirmou.
Para assumir o cargo, Thiago deixou seu projeto político e questões político-eleitorais em segundo plano. “Em Goiás, sou coordenador do movimento Todos Pela Educação, que defende a união em prol da questão educacional. Penso que é isso que todos devem entender: enfrentar todos os riscos em nome de um ideal” argumentou Thiago Peixoto em entrevista a veículos de comunicação da capital.
Em entrevista ao editor de Política & Justiça do jornal Diário da Manhã, Alexandre Bittencourt, o novo secretário da Educação cobra respeito de seu partido às suas posições e afirma que Iris não é dono da legenda. O deputado federal eleito lembra ainda, que os caciques se aproximaram de antigos rivais, como PT e PP, e nunca foram punidos. Além disso, ele alerta para risco da sigla desidratar caso não dispute as prefeituras de Goiânia e Anápolis. Contudo, vê-se nesta atitude do Governador Marconi Perillo de convidar Thiago Peixoto para a Secretaria da Educação um ato de grandeza e imparcialidade quando o assunto é governar bem. Pois, convidá-lo foi uma surpresa para todos os goianos, todavia uma surpresa agradável. O Governador não olhou partido ou rivalidades ele enxergou a competência e a paixão de Thiago Peixoto pela educação.
Como leitor que sou sempre apreciei os artigos do jovem deputado e as suas falas em programas de rádio da capital, suas palavras e ideias tinham como cerne a valorização do educador e da educação em si. Por isso, penso que sua ida para a SEDUC, é uma conquista principalmente dos educadores. Pois, Thiago Peixoto como economista (já atuou como docente), autor de vários artigos sobre educação e do livro Educação o Desafio de Mudar, mora aqui a esperança de que algo possa ser feito em Goiás para a valorização da prática docente.
Não só isso, mas também, a reestruturação da escola goiana, com planos políticos pedagógicos que incluam temas modernos, horizontais, verticais e transversais. Uma escola inclusiva, transformadora, capaz, autônoma, que pense em desenvolvimento sustentável, valorizada e segura, uma escola que prepara o discente para a vida, para a cidadania e não só para o mercado. Uma escola que respeite a comunidade escolar e sua diversidade. Uma escola que desfalque a pedofilia, o tráfico de drogas, a ociosidade, a marginalidade, a intolerância, o preconceito e os homicídios que ceifaram tantas vidas, muitas delas provavelmente não tiveram oportunidades de inclusão social.
Como declarou nosso jovem secretario estadual de educação em um de seus recentes artigos: “Dividimos a esperança que, com uma grande reforma educacional, Goiás viverá dias melhores pela frente”, parabéns Thiago Peixoto pela coragem e determinação de ser nosso secretário de educação. Parabéns Governador Marconi Perillo pela coragem e espírito democrático não olhando sigla para lhe ajudar ter um grande governo e uma excelente administração neste novo desafio.
"Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem." (Peter Drucker)
Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://twitter.com/#!/profnilton07

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


O professor, sua saúde e sua atividade profissional


As relações entre o trabalho docente, as reais condições sob as quais ele se desenvolve e o possível adoecimento físico e mental dos professores constituem um desafio, para Instituições de Ensino e Estado Brasileiro, e uma necessidade para toda a comunidade escolar entender o processo saúde-doença destes trabalhadores. Averiguando o contexto das políticas que visam à educação para todos, chegou-se à hipótese da defasagem das condições de trabalho em face das metas traçadas e efetivamente alcançadas, as quais acabam gerando sobrecarga nos docentes na realização de suas tarefas, pois devido maus salários precisam trabalhar em mais de um emprego (MEC/INEP, 2004).
A Organização Internacional do Trabalho definiu as condições de trabalho para os professores ao reconhecer o lugar central que estes ocupam na sociedade, uma vez que são os responsáveis pelo preparo do cidadão para a vida. Tais condições buscam basicamente atingir a meta de um ensino eficaz. As transformações sociais, as reformas educacionais e os modelos pedagógicos derivados das condições de trabalho dos professores provocaram mudanças na profissão docente, estimulando a formulação de políticas por parte do Estado (OIT, 1984). Até os anos de 1960, a maior parte dos professores gozava de uma relativa segurança material, de emprego estável e de certo prestígio social. Já a partir dos anos de 1970, a expansão das demandas da população por proteção social provocou o crescimento do funcionalismo e dos serviços públicos gratuitos, entre eles a educação.
Não se pode aqui, esquecer o papel do capitalismo e do liberalismo a partir do início do século XX, mas também do neoliberalismo de nossos dias, na defasagem salarial da atividade docente. Conforme, Antunes (2006), uma múltipla processualidade no mundo do trabalho pode ser percebida: a primeira é a desproletarzação do trabalho industrial fabril, o que significa diminuição da classe operária e migração destes trabalhadores para outras atividades como a docência, por exemplo, a segunda é a incorporação do contingente feminino no mundo do trabalho, aonde se vivencia uma subproletarização intensificada, presente na expansão do trabalho parcial, temporário, precário, subcontratado, “terceirizado”, que marca a sociedade dual no capitalismo avançado, o que joga o professor às margens do mundo do trabalho. Em contraste com profissões que se mantêm com status da nobreza medieval como a Magistratura, por exemplo.
O magistrado, segundo Maltez (1991/92), vem do latim magistratus, derivado de magister “chefe, superintendente” designava, em tempos passados, um funcionário público investido de autoridade. Desta forma um Presidente da República, por exemplo, receberia o epíteto de primeiro magistrado. A palavra latina magistratus tanto significa o cargo de governar (magistratura) como pessoa que governa (magistrado). Na terminologia romana "magistrado" compreende todos os detentores de cargos políticos de consulado para baixo. Inicialmente, os magistrados são os verdadeiros detentores do imperium, que anteriormente tinham os reis. O imperium é um poder absoluto, um poder de soberania; os cidadãos não podem opor-se ao imperium. O magistrado exercia sua autoridade nos limites de uma determinada atribuição, com poderes decorrentes de sua função, como os Juízes, os prefeitos, os governadores e presidentes. Na Antiguidade havia diversos tipos de magistrados, como os cônsules, os pretores, os censores, considerados magistrados maiores, e os edis e questores, os magistrados menores.
Na atualidade a palavra magistrado normalmente remete ao exercício do poder judiciário. No Brasil, os magistrados são tão somente os juízes, membros do Poder Judiciário, apesar de ambas as categorias, magistrados e membros do Ministério Público, gozarem das garantias constitucionais de vitaliciedade, inamovibilidade e irredutibilidade de vencimentos (subsídios). Uma herança das inúmeras injustiças dos tempos medievais europeus e colonial/imperial brasileiro, haja vista, os Magistrados não terem em sua maioria, feito Mestrado ou Doutorado, no máximo são Especialistas. Trabalham bem menos horas por dia, que um professor, tem mais recessos, benefícios e férias que o docente, que na maioria dos casos são mais qualificados e quando são doutores são de fato e de direito e não por tradição. Não se faz aqui nenhuma calunia ou difamação a tão nobre profissão ou profissionais, somente se compara como este (o Magistrado) estuda e trabalha menos e é tão valorizado, e aquele (o docente) estuda tanto e trabalha tanto, e é tão pouco valorizado.
Contudo, o papel do professor extrapolou a mediação do processo de conhecimento do aluno, o que era comumente esperado. Ampliou-se a missão do profissional para além da sala de aula, a fim de garantir uma articulação entre a escola e a comunidade. O professor, além de ensinar, deve participar da gestão e do planejamento escolares, o que significa uma dedicação mais ampla, a qual se estende às famílias e à comunidade. Embora o sucesso da educação dependa do perfil do professor, a administração escolar não fornece os meios pedagógicos necessários à realização das tarefas, cada vez mais complexas (SOUZA 2003). Os professores são compelidos a buscar, então, por seus próprios meios, formas de requalificação que se traduzem em aumento não reconhecido e não remunerado da jornada de trabalho. Por isso, adoece, pois a condição de estresse é de alto desgaste, nesse nível, o professor perde a possibilidade de criar e intervir no trabalho. Ele tem muitas tarefas para desempenhar e não consegue criar soluções para os problemas que aparecem (TEIXEIRA, 2001).
A escola, como instituição que desempenha papel social e, ao mesmo tempo, se constitui em local de trabalho, é caracterizada por uma complexidade de múltiplas relações. Para investigá-la, faz-se necessária a adoção de um enfoque teórico-metodológico que possibilite a análise de suas dimensões objetivas em profundidade e extensão, ao mesmo tempo em que permita a apreensão e a interpretação das percepções dos sujeitos que nela atuam, acerca do problema que se deseja conhecer. A abordagem qualitativa responde a essas condições, uma vez que se preocupa com o universo dos significados, das ações e das relações humanas, e reconhece os sujeitos envolvidos na investigação, como capazes de elaborar conhecimentos e produzir práticas para intervir nos problemas do trabalho docente e as possíveis doenças adquiridas pela atividade profissional. O docente desempenha papel fundamental, porém se concebe aqui o conhecimento como uma obra coletiva em que todos os envolvidos, Escola, Universidade e Estado, podem identificar criticamente seus problemas e suas necessidades, encontrar alternativas e propor estratégias adequadas de ação para que o trabalho docente não seja sinônimo de doenças (CHIZZOTTI, 1998).
Por fim, os professores questionam as mudanças que se vem operando nas escolas, o que se apresenta por meio de uma crise de confiança no sentido e na qualidade da educação e nas repercussões sobre o seu trabalho. A intensificação do trabalho torna-se cada vez maior, mas as condições de trabalho, a estrutura encontrada na escola e a valorização de seus salários alteram-se pouco, deixando os professores mais expostos a críticas e, ao mesmo tempo, responsabilizando-os individualmente pelos males que atingem a escola e a má atuação do discente em face aos exames nacionais de desempenho escolar e do estudante. Por isso, docentes de todos os níveis devem se unir para forçar Instituições de Ensino e Estado, na busca da valorização da profissão e do profissional, da melhora da estrutura do espaço em que trabalham e na formulação de plano de carreira que exija qualidade e quantidade, mas também toda a assistência médico-hospitalar que for necessária. O professor precisa deixar a “Idade Média” no sentido de direitos e valores, não é justo ser tratado como camponeses; classe que não tinha o direito de movimento, de ascensão, haja vista, a sociedade ser organizada por estamentos, que é caracterizada pela pouca mobilidade social, o que parece ser este o desejo das classes que dominam que o professor seja marginal.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ANTUNES, RICARDO. Adeus ao trabalho?: Ensaios sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11. ed. São Paulo: Cotez; Campinas, SP: UNICAMP, 2006.
CHIZZOTTI, A. Pesquisas em ciências humanas e sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1998.
MALTEZ, José Adelino, Princípios Gerais de Direito — Uma Perspectiva Politológica. Tomo I — O Ambiente do Direito, ed. AEISCSP, Lisboa, 1991/1992.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. O déficit de professores no país O déficit de professores no país. Disponível em: portaldoprofessor.inep.gov.br/ estatisticas.jsp
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. A condição dos professores A condição dos professores: recomendação Internacional de 1966, um instrumento para a melhoria da condição dos professores. Genebra: OIT/ Unesco, 1984.
SOUZA, K. R. Trajetória do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) na luta pela saúde no trabalho. 2003. Disponível em, http://www.scielosp.org/pdf/csc/v8n4/a27v8n4.pdf. Acesso em 10/12/2010.
TEIXEIRA, L. H. G. Políticas públicas de educação e mudança nas escolas: um estudo da cultura escolar. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, M. R. T. (Orgs.) Política e trabalho na escola: administração dos sistemas de educação básica. 2.ed., Vozes, Rio de Janeiro, 2001.

Professor Nilton Carvalho é teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com;http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://twitter.com/#!/profnilton07

terça-feira, 23 de novembro de 2010


O bullying começa em casa

O objeto deste artigo é esclarecer pais, professores e alunos que o bullying é mais comum do que o que parece, pois o mesmo começa dentro dos próprios lares. Mas a situação não é para perplexidade como parece. O que precisa ser feito por parte de pais, alunos e educadores é reconhecer que isso é real e que todos os dias no ceio familiar acontece uma forma ou outra de bullying. As soluções são simples, práticas e de fácil execução por parte de todos é só ter boa vontade de mudar essa realidade começando pelo lar.
Não se pretende dizer aqui que combater o bullying é simples, mas acreditar sinceramente que, se poderá orientar à criança, os pais e os educadores controlarem e lidar com os autores do bullying de maneira eficaz, sim, é o que se crer. Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica com repetição e intenção de ofender, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. Todavia, a discriminação, o preconceito, a intolerância e a homofobia, também são mecanismos diretos e indiretos do bullying.
No lar ele começa quando os pais colocam apelidos nos filhos, chamando-os de ‘rolha de poço’, ‘ceguinho’, ‘tartaruga’, ‘molenga’, ‘medroso’, ‘pangaré’, ‘mocinha’, ‘cabelo de mola’ e outros apelidos semelhantes. Os pais inconscientemente grafam nas mentes de seus filhos todas essas aberrações que eles reproduzirão em público e, o local mais propício é a escola. Na escola, professores e seus pares praticam a mesma coisa quando chamam seus alunos por apelidos também. Há casos que testemunhei de professores, porteiros, merendeiras, coordenadores etc., chamarem alunos de ‘passa fome’, ‘mulherzinha’, ‘homenzinho’, ‘chegou o senhor atrasado’, ‘maluquinho’, ‘quatro olhos’, ‘gaucho’, etc., então a conclusão que se chega é que nós mesmos enquanto sociedade que vive em família somos os causadores e criadores do bullying, só não reconhece isso quem não quiser.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade. As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
Quem pratica as agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, membros de famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus componentes tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda. Por isso, conclui-se que é sim um problema que começa no lar e toma a sociedade. No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.


Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Características da educação no Brasil

As ideias que sustentaram a criação dos sistemas nacionais de ensino em quase todo o mundo chegaram ao Brasil de forma assistemática, desorganizado. Mesmo porque não havia uma configuração das forças políticas e sociais, no que tange à educação como um elemento importante para o País. A verdade é que não havia condições sociais e pedagógicas que estimulassem o desenvolvimento da nova forma de entender a escolarização. De um lado, havia uma preocupação com a formação cívica, nacionalista, e, de outro, um regime republicano que não empreendia esforços para enfrentar o problema educacional.
Desde então a problemática na educação vem sendo discutida e debatida, sem se chegar nunca a lugar nenhum. A causa do insucesso do aluno, que está na forma como a escola ensina e não na criança é um exemplo clássico deste legado maldito das primeiras políticas educacionais do Brasil. Várias justificativas para o fato de as crianças não se adaptarem à escola e abandonarem os estudos são publicadas todos os dias, contudo um panorama histórico de como foi à gênese de nossa educação cai no esquecimento ficando cada vez mais difícil entender o porquê de tantos problemas em nosso sistema educacional.
Muitos acreditam que isso acontece devido a carências afetivas, físicas, cognitivas dos alunos ou por eles virem de lares desfeitos, pais desinteressados, etc. O fracasso nos estudos, na maioria das crianças provenientes de meios culturalmente distintos daqueles valorizados pelo ambiente escolar, é decorrência da própria escola e não da vida pessoal do aluno, como diria Antônio da Costa Neto “[...] é preciso levar o educador a perceber o seu real papel em relação às pessoas, à escola, à sociedade, despertando, então, a sua capacidade de crítica interna. Compreender os fins ideológicos, não confessos e impostos por certa razão pedagógica interagindo em suas próprias fragilidades, superando a sua percepção até certo ponto ingênua”. Ou seja, a escola e também o professor precisam acolher o aluno e sua realidade sócio-cultural e não ficar engessados a uma liturgia pedagógica, como se fosse uma ação mágica onde todos aprenderão de igual modo, porque o educador democrático não pode negar-se o dever de, na prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua submissão.
Hoje em dia, há uma forte consciência de que a educação formal que uma criança recebe é mais que um benefício para ela e sua família, é fator indispensável para o desenvolvimento e a qualidade de vida do próprio país. Mas não é com palavras que se muda uma política educacional já desgastada é com ações. A causa do insucesso do aluno está na forma como a escola ensina e não na criança. Dados mostram que de cada cem crianças matriculadas no primeiro ano da educação fundamental somente cinquenta por cento chegam ao nono ano. Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequenta diariamente a escola. São mais de 2,7 milhões de professores e 59 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.
Por fim, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor. Por isso, a necessidade de políticas modernas, professores preparados e vocacionados, pois muitos que estão em sala deveriam estar em outro lugar, como diria Carlos Drummond de Andrade “Deus que livre você de um professor incompetente. [...] Deus que livre você de ficar passivo, ouvindo e repetindo. [...] Deus que livre você de decorar sem entender. [...] Deus que livre você de uma escola em que tenha que copiar pontos.”

Professor Nilton Carvalho é cabeleireiro, teólogo, historiador, especialista em educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás-(PUC), mestrando em Ciências da Religião pela Faculdade Teológica Moriah de Niterói-RJ. ndc30@hotmail.com; http://historiaeculturandc.blogspot.com/; http://reformaortografica2009puc.blogspot.com